O Corinthians foi penalizado com uma nova multa pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) nesta terça-feira (3), devido ao não cumprimento do acordo coletivo estabelecido com os credores. O clube tem até 3 de dezembro de 2026 para apresentar a comprovação do pagamento das duas parcelas pendentes. Caso contrário, você poderá enfrentar uma extensão do bloqueio de transferências nacional por mais seis meses.

A pendência envolve a quinta e sexta parcela do plano de pagamentos, estimada em aproximadamente R$ 8 milhões cada.

Com isso, a multa, estipulada em 25% do valor em atraso, é de cerca de R$ 4 milhões

A decisão estabelece que, se o Corinthians não comprovar a regularização até a data estipulada, o relator poderá determinar a extensão da sanção por um ano. Como a punição original foi aplicada em 17 de julho de 2026, o novo prazo passaria a valer até 16 de julho de 2027. Atualmente, o impedimento está previsto para terminar em 17 de janeiro.

Acordo reúne dívidas com credores

Em abril, o Corinthians firmou um plano coletivo de pagamentos de aproximadamente R$ 76 milhões, dividido em parcelas trimestrais. O acordo reuniu diferentes credores em uma única negociação conduzida pela CNRD.

O Cuiabá é um dos principais credores do clube paulista, com mais de R$ 18 milhões a receber. Os valores envolvem dívidas relacionadas à contratação de Raniele, além de pendências referentes a Jonatan Cafu e ao técnico Antônio Oliveira. Também estão incluídos honorários advocatícios.

A situação tem provocado manifestações públicas do clube mato-grossense, que solicitou à CNRD o endurecimento da punição aplicada ao Corinthians. Entre os pedidos apresentados está a ampliação do transfer ban nacional por seis meses, sem possibilidade de suspensão mediante pagamento, ou, de forma alternativa, a manutenção da sanção até o encerramento da janela de transferências do início de 2027.

Além da punição nacional, o Corinthians possui outros dois transfer bans ativos na Fifa. Um deles está relacionado a uma dívida com o Philadelphia Union, dos Estados Unidos, enquanto o outro envolve pendências referentes à contratação de Charles e ao empréstimo de Talles Magno.