“Temos um mapeamento do que é o nosso direito regimental, que, neste caso, são 7 comissões permanentes” , disse.
Sóstenes afirmou que o PL ainda não definiu quais colegiados pretende comandar. Segundo ele, a ordem de escolha dependerá de eventual composição com outros partidos na disputa pela presidência da Câmara.
O deputado citou negociações anteriores, quando, segundo ele, a legenda abriu mão de espaços em comissões para viabilizar um acordo. Desta vez, defendeu que a distribuição respeite a proporcionalidade partidária, mesmo que o PL fique fora de um bloco parlamentar.
“Estando no bloco é uma ordem de pedidas, estando fora do bloco é outra ordem de pedidas” , afirmou.
Apesar da reivindicação, o Regimento Interno da Câmara não garante automaticamente ao PL o comando dos 7 colegiados. A proporcionalidade orienta a distribuição das vagas entre partidos e blocos, mas os presidentes das comissões são eleitos pelos próprios integrantes, conforme o artigo 39.
A discussão ocorre diante das divergências internas do PL sobre apoiar ou não Hugo Motta (Republicanos-PB) na eleição para a presidência da Câmara, marcada para fevereiro de 2027. Parte dos deputados defende manter a independência da legenda, mesmo que isso signifique perder espaços na estrutura da Casa.
Presidência da CCJ
Mais cedo, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que prefere abrir mão da presidência da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) a apoiar Motta. Para ele, o partido deve priorizar sua identidade política em vez de negociar cargos.
Sóstenes, por sua vez, disse que o PL não descarta ficar isolado nas negociações. “Estar isolado em um 1º momento não significa uma má estratégia” , declarou.
A decisão sobre o posicionamento da bancada foi adiada para 11 de novembro, quando também serão ouvidos os 32 novos deputados eleitos. O líder afirmou que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, respeitará a posição definida pelos congressistas.

