# Trump anuncia fim de ajuda militar de US$ 4 bilhões a Israel

- Seção: Política
- Fonte: Poder360 (https://www.poder360.com.br/poder-internacional/trump-anuncia-fim-de-ajuda-militar-de-us-4-bilhoes-a-israel/)
- Publicado em: 2026-11-04T02:26:18.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1501469-trump-anuncia-fim-de-ajuda-militar-de-us-4-bilhoes-a-israel

> O presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano) afirmou em entrevista à Fox News , nesta 3ª feira (3.nov.2026) , que os Estados Unidos vão encerrar a ajuda militar a Israel até o fim de 2026. A medida antecipa o…

Segundo Trump, a iniciativa partiu do próprio primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu (Likud, direita). Trump concordou e disse aos jornalistas que Israel, por ser um país muito próspero, &#8220;não precisa mais disso&#8221; .

O republicano ressaltou, porém, que o fim da ajuda financeira não impede Israel de continuar comprando armamentos norte-americanos.

ACORDO EUA X ISRAEL

O apoio militar dos EUA a Israel baseia-se em um acordo bilateral de longo prazo assinado em 2016, durante a gestão do ex-presidente Barack Obama (Partido Democrata). Trata-se de um Memorando de Entendimento com validade de 10 anos, cobrindo o período de 2018 a 2028.

Ao todo, o compromisso garante a Israel o repasse de US$ 38 bilhões ao longo de uma década, o que equivale a uma média de US$ 3,8 bilhões anuais e representa a maior promessa de assistência militar contínua da história norte-americana.

Projetado para dar estabilidade a Israel e previsibilidade à indústria bélica americana, o acordo divide os recursos anuais em duas frentes: US$ 3,3 bilhões para o Financiamento Militar Estrangeiro (compra de armas e caças F-35 nos EUA) e US$ 500 milhões para o desenvolvimento conjunto de sistemas de defesa antiaérea.

Para garantir o financiamento decenal, Israel aceitou restrições: a obrigação progressiva de gastar 100% dos recursos em fornecedores americanos –encerrando as compras da sua própria indústria de defesa– e o compromisso de não solicitar verbas extras ao Congresso dos EUA, exceto em emergências extremas de conflito.

A notícia veio em um momento decisivo para ambos os países. Os EUA passaram nesta 3ª feira (3.nov) pelas eleições de meio de mandato , as chamadas midterms , nas quais estão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 assentos do Senado.

Nenhuma cadeira foi oficialmente projetada ou conquistada por democratas ou republicanos até o momento, mas o controle do Congresso definirá se Trump terá um Legislativo favorável para aprovar o orçamento e direcionar a política externa ou se enfrentará uma oposição fortalecida nos próximos 2 anos.

Em Israel, o cenário depois das eleições para o Parlamento (Knesset) já apresenta contornos claros de fragmentação depois da conclusão da apuração preliminar de votos. O partido Likud, presidido por Benjamin Netanyahu, lidera com a projeção de 27 assentos , seguido pelo partido Yashar, com 21 assentos.

Como nenhuma legenda atinge individualmente o mínimo necessário de 61 cadeiras para governar, Netanyahu depende de negociações com partidos aliados da direita e de setores religiosos, como o Shas (6 assentos), o United Torah Judaism (7 assentos) e o Otzma Yehudit (7 assentos), para tentar consolidar um bloco majoritário. Caso as articulações falhem por causa do avanço de partidos opositores e blocos árabes, o país poderá enfrentar novos impasses institucionais.

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