# Chefe do ChatGPT critica memória RAM dos computadores e provoca reação de Elon Musk

- Seção: Itatiba e Região
- Fonte: Tribuna de Jundiaí (https://tribunadejundiai.com.br/mais/inovacao/chefe-chatgpt-memoria-ram-elon-musk/)
- Publicado em: 2026-11-04T10:40:37.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1506352-chefe-do-chatgpt-critica-memoria-ram-dos-computadores-e-provoca-reacao-de-elon

> O computador que você utiliza para trabalhar, estudar ou jogar entrou no centro de uma discussão envolvendo dois dos maiores nomes da tecnologia. Sam Altman , CEO da OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, criticou a maneira como a…

Durante uma entrevista ao podcast Cheeky Pint , publicada em 29 de outubro, Altman afirmou que considera muito ruim, do ponto de vista da distribuição global de recursos, que uma parcela da memória DRAM disponível esteja instalada em computadores utilizados apenas durante parte do tempo. Segundo ele, esses componentes poderiam ter aproveitamento mais intenso em servidores na nuvem, especialmente diante da escassez enfrentada pelo setor.

A repercussão ganhou força porque a indústria de inteligência artificial está entre as grandes consumidoras de memória, enquanto fabricantes de computadores e consumidores enfrentam a perspectiva de novos aumentos de preços.

Por que o chefe do ChatGPT questionou a memória dos computadores?

A discussão começou quando Altman e o empresário John Collison, cofundador da Stripe, conversavam sobre as dificuldades de ampliar a infraestrutura necessária para sustentar o crescimento da inteligência artificial.

Altman argumentou que muitas pessoas acreditam que executar modelos de IA diretamente em seus computadores reduziria a necessidade de grandes data centers. Para ele, essa conclusão não considera o aproveitamento dos componentes disponíveis.

Na entrevista, o executivo citou computadores cuja memória seria utilizada durante apenas 5% do tempo. Em sua avaliação, concentrar esses recursos na nuvem permitiria uma utilização mais intensa em um cenário de oferta limitada.

O percentual apresentado por Altman foi usado como exemplo de seu argumento e não veio acompanhado, naquele trecho, de um levantamento que demonstrasse o comportamento médio dos computadores pessoais.

A declaração também não significa que o executivo tenha proposto retirar a memória RAM dos computadores ou impedir sua instalação. O que ele colocou em discussão foi a eficiência de distribuir um recurso limitado entre milhões de máquinas individuais, em comparação com seu uso compartilhado em servidores.

Elon Musk entra na discussão e defende os usuários de computadores

A repercussão chegou a Elon Musk, empresário responsável pela xAI e proprietário da rede social X, que respondeu publicamente à posição do chefe da OpenAI.

Em uma publicação feita em 1º de novembro, Musk afirmou, em tradução livre, que as pessoas também merecem ter sua memória RAM. A manifestação foi acompanhada por críticas e brincadeiras sobre a ideia de priorizar os servidores de inteligência artificial em detrimento dos computadores pessoais.

A reação acrescentou um novo capítulo à disputa entre os dois empresários, que também competem no mercado de inteligência artificial.

O comentário de Musk reforçou um dos principais questionamentos levantados pela declaração de Altman: o fato de um computador não utilizar continuamente toda a sua capacidade não significa que essa memória seja desnecessária.

A RAM permite manter programas e informações temporárias disponíveis para o processador. Ela é utilizada para atividades como navegar na internet, editar vídeos, trabalhar com documentos, executar jogos e realizar tarefas profissionais que exigem grande capacidade de processamento.

A disputa por memória RAM já pressiona os preços

A discussão ocorre em um momento de transformação no mercado mundial de componentes eletrônicos.

Segundo a consultoria especializada TrendForce , os fabricantes de memória estão direcionando uma parcela crescente de sua capacidade produtiva para equipamentos destinados a servidores e aplicações de inteligência artificial.

Em setembro, a consultoria projetou uma alta de 10% a 15% nos preços contratuais de memória DRAM convencional no quarto trimestre de 2026, em comparação com o trimestre anterior. Uma atualização divulgada em 30 de outubro indicou que os preços da memória para computadores continuavam subindo, embora em ritmo menor.

Esses percentuais se referem a negociações entre empresas, não a um aumento automático do mesmo tamanho no preço de um computador vendido nas lojas.

Ainda assim, o encarecimento dos componentes pode afetar o custo de fabricação de notebooks, desktops e outros equipamentos eletrônicos. A TrendForce também aponta que a oferta de memória destinada a computadores pessoais poderá diminuir em 2027, conforme as fabricantes ampliem sua produção para servidores.

A expansão dos sistemas de IA tornou a memória um recurso disputado por empresas que precisam manter modelos funcionando continuamente e por fabricantes de dispositivos destinados ao consumidor.

Usar inteligência artificial no próprio computador muda essa disputa

Um dos pontos mais importantes da controvérsia é a possibilidade de executar sistemas de inteligência artificial diretamente em computadores pessoais, sem depender de servidores externos para todas as tarefas.

Nesse modelo, conhecido como IA local, parte ou todo o processamento acontece no próprio equipamento. Dependendo do programa utilizado, isso pode permitir o funcionamento sem conexão permanente com a internet e oferecer maior controle sobre as informações processadas.

A alternativa, porém, também exige recursos de hardware. Modelos mais complexos podem precisar de quantidades elevadas de memória RAM ou de memória dedicada à placa de vídeo.

Já os sistemas baseados na nuvem distribuem a capacidade de grandes servidores entre diferentes usuários. Esse compartilhamento pode melhorar a utilização dos equipamentos, mas também cria dependência de serviços externos e de conexão com a internet.

É nesse contraste que a declaração de Altman ganha importância. A OpenAI desenvolve serviços de inteligência artificial que dependem de uma extensa infraestrutura de processamento, enquanto outras iniciativas buscam ampliar a capacidade de executar modelos diretamente nos dispositivos dos usuários.

O que essa discussão pode mudar para quem compra um computador?

Apesar da repercussão, não existe qualquer indicação de que a declaração de Altman represente uma mudança obrigatória na quantidade de memória instalada em computadores.

A escolha continua dependendo das necessidades de cada usuário, das características dos programas utilizados e das opções oferecidas pelos fabricantes.

O impacto mais concreto está na disputa industrial pelos componentes. Se a demanda dos data centers continuar crescendo mais rapidamente do que a produção de memória, fabricantes de equipamentos pessoais poderão enfrentar custos maiores e dificuldades de abastecimento.

Por outro lado, a expansão da produção e o desenvolvimento de tecnologias mais eficientes podem modificar esse cenário ao longo do tempo.

A polêmica expõe uma questão que vai além da rivalidade entre Sam Altman e Elon Musk. À medida que a inteligência artificial ocupa uma parcela maior da infraestrutura mundial de tecnologia, cresce também a disputa por recursos utilizados diariamente por milhões de pessoas.

E, para quem pretende comprar ou atualizar um computador, essa concorrência pode deixar de ser apenas uma discussão entre executivos e aparecer diretamente no preço dos equipamentos.

Reportagem completa: https://tribunadejundiai.com.br/mais/inovacao/chefe-chatgpt-memoria-ram-elon-musk/

— Itatiba1 (https://www.itatiba1.com.br). Notícias agregadas e traduzidas; os direitos pertencem aos veículos de origem.