# Posicionamentos para reportagem sobre decisão judicial que obriga fornecedora de Nestlé e 3Corações a prevenir escravidão no café

- Seção: Brasil
- Fonte: Repórter Brasil (https://reporterbrasil.org.br/2026/11/posicionamentos-para-reportagem-sobre-decisao-judicial-que-obriga-fornecedora-de-nestle-e-3coracoes-a-prevenir-escravidao-no-cafe/)
- Publicado em: 2026-11-04T13:14:38.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1508597-posicionamentos-para-reportagem-sobre-decisao-judicial-que-obriga-fornecedora-de

> Leia a reportagem: Justiça obriga fornecedora de Nestlé e 3Corações a prevenir escravidão no café

Quais mecanismos de fiscalização e devida diligência a cooperativa adota para prevenir a ocorrência de trabalho escravo e outras violações entre seus cooperados fornecedores?

A Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel- Cooabriel realiza a verificação assídua junto ao Ministério do Trabalho e Emprego para fins de monitoramento do Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à de escravo, bem como realiza a verificação de existência de embargos ambientais, a formação de cooperados, especialmente sobre trabalho análogo ao de escravo e trabalho infantil e juvenil com participação de mais 1600 pessoas; distribuição de cartilhas; relatório de sustentabilidade, visitas do setor de sustentabilidade.

A Cooabriel avisou as empresas para as quais fornece (listadas acima) sobre a ação e a decisão judicial? Qual foi o posicionamento das empresas?

A Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel informa que não foi intimada de qualquer decisão do Poder Judiciário Trabalhista em Ação Civil Pública, dessa forma, não existe substrato fático ou técnico para que esse contato seja realizado.

A cooperativa gostaria de se manifestar sobre a decisão judicial?

A Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel informa que não foi intimada de qualquer decisão do Poder Judiciário Trabalhista em Ação Civil Pública, portanto, se reservará ao direito de apresentar manifestação posteriormente à intimação.

Na ação judicial, o MPT afirma que a Cooabriel “fornece café a grandes empresas do mercado internacional, entre elas Starbucks”, com base em nota fiscal anexada a um relatório de fiscalização. A Cooperativa confirma o fornecimento para a Starbucks? Qual a data do último fornecimento?

A Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel informa que não foi intimada de qualquer decisão do Poder Judiciário Trabalhista em Ação Civil Pública, portanto, se reservará ao direito de apresentar manifestação posteriormente à intimação.

A Cooabriel possui duas unidades certificadas pela 4C, conforme verificado na plataforma da certificação. Quais são as unidades certificadas por esses dois processos de certificação, com validade até setembro de 2027 e outubro de 2028? A Cooabriel informou a certificação sobre a decisão liminar? Qual foi a resposta da instituição?

A Cooabriel possui duas unidades certificadas, que não foram comunicadas a respeito de questões judiciais, tendo em vista de que a Cooabriel não foi intimada.

Na ação, consta que a Cooabriel afirma aplicar diferentes modelos de acompanhamento a seus produtores cooperados: um aplicado a determinados produtores vinculados a programas de certificação e fornecimento da Nestlé e outro, menos abrangente, para o conjunto dos cooperados. Por que há essa diferenciação? A Cooperativa tem ações de diligência a todos os cooperados? Quais são?

Não existe diferenciação. Cada certificação possui suas próprias regras, que são particulares aos produtores inseridos naquela certificação. São regramentos adicionais às regras comuns a todos os cooperados.

A Nestlé tem como prioridade o respeito aos direitos humanos e a promoção de condições dignas de trabalho em suas cadeias de fornecimento. Para isso, estabelece critérios para que seus fornecedores atuem em conformidade com a legislação vigente e com os Princípios de Gestão Empresarial, a Norma de Fornecimento Responsável e o Código de Conduta Empresarial da companhia.

Na cadeia do café, a empresa adota diferentes mecanismos de controle e devida diligência, que incluem verificação e certificação realizadas por organizações terceiras, como a 4C (Código Comum para a Comunidade Cafeeira), com visitas e monitoramento das condições de trabalho e direitos humanos nas propriedades fornecedoras.

A Nestlé também incentiva os produtores de seu programa de fornecimento responsável e sustentável a disponibilizarem aos trabalhadores canais para o relato de possíveis irregularidades, como o Jogo Limpo, da companhia, e o canal público oficial do Governo Federal. No Brasil, esse trabalho é desenvolvido por meio do Nescafé Plan, iniciativa pela qual a Nestlé atua junto a produtores e parceiros para promover práticas socioambientais responsáveis na cadeia do café.

Em relação à Cooabriel, a Nestlé mantém relação comercial ativa com a cooperativa e esclarece que todo o café adquirido é proveniente de fazendas certificadas. A companhia reforça que as propriedades citadas no processo não fazem parte da cadeia de fornecimento da Nestlé.

Tratando-se de uma decisão liminar, sem trânsito em julgado, a Nestlé acompanhará junto a Cooabriel respectivos desdobramentos.

O Grupo 3corações repudia e mantém política de tolerância zero a qualquer violação aos direitos humanos e às leis socioambientais. Todos os nossos fornecedores estão vinculados às Regras Gerais de Contratação (RGC) e ao Programa de Integridade do Grupo, que impõem conformidade legal e auditorias operacionais frequentes.

Acompanhamos atenciosamente as repercussões sobre o caso específico e buscamos esclarecimentos junto às partes competentes. Diante de decisões judiciais transitadas em julgado, inclusão em cadastros restritivos públicos ou constatação técnica de descumprimento das cláusulas do RGC, adotamos de imediato as medidas cabíveis.

O Grupo 3corações segue aprofundando a governança de sua cadeia com o protocolo COFFEE VERIFIED e reitera seu compromisso com a produção sustentável e transparente do café brasileiro.

Sucden takes allegations relating to forced labour, human rights violations and unacceptable working conditions in agricultural supply chains very seriously.

We have recently been made aware of the preliminary court ruling referred to in your request and are currently reviewing the information available to us, including with the relevant supplier. Given the very recent nature of the ruling and the limited time available to respond to your questions, these investigations are still ongoing and we do not believe it would be appropriate to draw conclusions before they have been completed.

More generally, Sucden applies KYC and due diligence procedures to its counterparties, including controls aimed at identifying compliance, integrity and sustainability risks. Where new information raises potential concerns regarding a counterparty or its supply chain, this information is reviewed and, where appropriate, additional due diligence and remedial measures may be undertaken.

Sucden has purchased small volumes of coffee from Cooabriel during the last 3 years, representing less than 1% of its coffee supplies. We are currently reviewing the relevant transactions and associated due diligence in light of the information brought to our attention.

We will determine any appropriate next steps once this assessment has been completed.

Thank you for contacting 4C and for sharing information concerning the preliminary injunction reportedly issued by the 13th Labour Court of Vitória on 28 October 2026.

4C takes allegations of forced labour, degrading working conditions and other human-rights violations extremely seriously. The 4C Code of Conduct prohibits forced and bonded labour and establishes requirements concerning labour rights and working conditions. Compliance is addressed through the 4C Unit’s Internal Management System (IMS), independent third-party certification audits, risk-based farm sampling, grievance mechanisms and 4C’s Integrity Program. We understand that the reported injunction is provisional and does not constitute a final judgment. We are reviewing the ruling and its implications for the relevant 4C Units. Our responses below are therefore subject to completion of that review.

1. What criteria were considered during Cooabriel&#8217;s certification process? Were on-site inspections conducted? Were workers interviewed?

4C certification includes requirements on labour rights, working conditions, occupational health and safety, grievance mechanisms and management systems, and fosters compliance with Human Rights Due Diligence regulations. The 4C assurance process assesses compliance through independent third-party audits, integrity procedures and risk-based assurance measures.

As part of the certification process, auditors conduct on-site assessments, review relevant documentation and engage with workers through interviews conducted as indicated in the verification guidelines. These activities are intended to assess compliance with 4C requirements and identify potential risks.

The 4C assurance system follows a risk-based approach. Where heightened risks or concerns are identified, additional assurance measures may be applied, including increased audit scrutiny and expanded sampling activities. For the certified Cooabriel Units, all audits followed the required process; additionally, the operation&#8217;s risk profile had previously been elevated based on information available through 4C&#8217;s risk assessment and monitoring processes. Consequently, assurance activities incorporated enhanced scrutiny and larger sample sizes. Furthermore, since receiving details on previous red flags in 2025, two additional surveillance audits have been conducted in addition to the regular assessments.

The recent developments reported in relation to Cooabriel have resulted in a further review of the risk assessment associated with the operation. As part of our ongoing monitoring, we are evaluating the available information and determining whether additional follow-up measures are warranted under 4C procedures.

2. Which units are covered by these two certifications, valid until September 2027 and October 2028, respectively? Could 4C provide the audit histories for each unit, including any identified non-conformities and corrective measures?

Cooabriel currently holds two valid 4C certificates covering coffee-producing operations in Espírito Santo and Bahia. For reasons relating to confidentiality, data protection, contractual obligations and accreditation requirements, 4C does not disclose detailed audit reports, individual audit findings, corrective-action records or producer-level information.

We can confirm that the certified Units have undergone the audits required under the 4C certification system and that identified findings have been addressed through established corrective-action procedures as part of the certification process. If business partners do not address non-conformities in time, they are considered non-compliant and must be removed from the certified group, or the certification of the whole unit will be withdrawn immediately.

Where significant risks or concerns are identified, additional assurance measures may be applied in accordance with 4C procedures.

3. Was 4C aware of the lawsuit and the court ruling involving Cooabriel? Does the organisation intend to take any action regarding the cooperative&#8217;s certifications?

4C became aware of the reported court proceedings through recent external inquiries and is currently reviewing the available information.

We understand that the court decision referenced is a preliminary measure and not a final judgment. Nevertheless, allegations involving forced labour or other serious labour rights violations are treated with the utmost seriousness.

As part of our review, we are assessing the information available and its relevance to the certified Units concerned. In accordance with 4C procedures, this may result in additional follow-up activities, enhanced monitoring, requests for further information or other measures deemed appropriate based on the facts established.

At this stage, it would be premature to draw conclusions about the status of the certifications before we complete our review.

More broadly, the reported developments have resulted in an elevated risk assessment within our monitoring process and we will continue to take appropriate action where evidence indicates non-compliance with 4C requirements. 4C recognises that serious human rights risks persist in the coffee sector and that no certification system can guarantee the prevention or detection of every violation. We take credible concerns seriously and are committed to identifying risks, addressing shortcomings and taking appropriate action where non-compliance is identified.

Protecting workers&#8217; rights remains a core objective of the 4C system and we will continue to strengthen our safeguards and due diligence processes to support this goal.

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