Com a derrota republicana se desenhando de forma ampla, Trump afirmou ao The New York Times estar “absolutamente disposto a aceitar” o desfecho e, em entrevistas por telefone e publicação em rede social, reconheceu o revés de seu partido e disse estar disposto a trabalhar com os democratas.

O cenário contrasta com 2020, quando Trump alegou falsamente ter vencido e impulsionou uma ofensiva para reverter a eleição, culminando no ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio. Desta vez, parte das movimentações do presidente antes do pleito foi contida pelo Judiciário. Entre elas, uma ordem executiva para restringir de forma significativa o voto pelo correio acabou barrada pela Suprema Corte. Também houve iniciativas incomuns, como a tentativa de questionar uma derrota republicana no Alasca antes mesmo da contagem e pressões sobre autoridades da Califórnia para separar cédulas de eleitores que o governo dizia poderem ser não cidadãos.

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Ainda assim, algumas frentes permanecem abertas. No Alasca, o Departamento de Justiça seguiu atuando mesmo após um juiz federal rejeitar rapidamente uma ação que buscava impedir a certificação de uma eventual vitória democrata ao alegar confusão por haver um segundo candidato com nome semelhante ao do adversário.

Agentes federais circularam pela pequena cidade do candidato homônimo e procuraram doadores para perguntar se estavam confusos sobre quem apoiavam. Após uma reportagem apontar que a campanha democrata teria ajudado a recrutar o candidato de mesmo nome, Trump cobrou investigação e o Departamento de Justiça divulgou publicamente que apurava o caso, inclusive informando no próprio dia da eleição o envio de cartas a um advogado democrata ligado ao tema. Na Califórnia, autoridades eleitorais foram advertidas sobre possível responsabilização caso processassem votos de pessoas inelegíveis.

No terreno prático, a votação foi majoritariamente calma. Não houve presença armada de agentes federais ou tropas nos locais de votação, como alguns temiam, e que a participação no voto antecipado superou a das eleições de meio de mandato de 2022, o que ajudou a reduzir pressão sobre a votação presencial na terça-feira.

Os principais contratempos envolveram clima e falhas técnicas. Enchentes na Flórida e em áreas do Sudoeste levaram à troca de locais de votação e a medidas emergenciais. O caso mais disruptivo ocorreu no condado de Westchester, ao norte de Nova York, onde scanners não aceitaram cédulas em papel e um juiz autorizou o transporte dos votos a um depósito seguro para contagem posterior, sob escolta policial.

Na Flórida, no condado de Broward, houve também atraso de cerca de 20 minutos na abertura das seções por falha em um recurso de segurança de um novo sistema. O problema foi resolvido pela manhã, mas alguns eleitores foram embora antes de votar. Também houve extensão de horário de votação em três locais na Pensilvânia e cinco na Carolina do Norte após atrasos por questões técnicas.

Especialistas avaliam que esse tipo de “solavanco” é comum em qualquer eleição e que, no conjunto, o país teve um dia de votação dentro da normalidade, ainda que disputas judiciais pontuais possam surgir nos próximos dias em corridas apertadas. Fonte: Associated Press .

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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