O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), articula para ser reeleito. Deve contar com o apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também anunciou que disputará a presidência do Senado, e tenta atrair congressistas de direita insatisfeitos com a candidatura de Marinho. A votação será realizada em 1º de fevereiro de 2027.
Conversa com Tereza Cristina
Questionado sobre a candidatura de Tereza Cristina, Marinho declarou que outros congressistas também possuem legitimidade para buscar o cargo e afirmou que a considera posicionada para viabilizar seu nome.
De acordo com Marinho, os 2 conversaram na manhã desta 4ª feira (4.nov). O congressista disse que Tereza Cristina “tem toda legitimidade para ser candidata” e que, “no momento oportuno”, ambos convergirão para um nome único da oposição. Afirmou que eles defendem as mesmas pautas e consideram necessária uma mudança no comando do Congresso.
Estavam na reunião, entre outros, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto , o senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC), o senador Magno Malta (PL-ES), o senador Marcos Pontes (PL-SP), o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), e os deputados federais Alfredo Gaspar (PL-AL), Carol de Toni (PL-SC) e Bia Kicis (PL-DF).
Voz embargada e defesa de Flávio
Durante o encontro, Marinho ficou com a voz embargada ao falar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de Flávio. Afirmou que, mesmo que o resultado das eleições não tenham sido o planejado, “não há nenhuma mágoa, nenhum ressentimento” , pois “é assim que funciona o poder” , mas afirmou saber que está do “lado certo”.
“ De cabeça erguida . Estar do lado certo. Olhar para os seus filhos e dizer: ‘Fiz a minha parte. Tentei construir, tentei edificar’. E se as coisas não estão acontecendo da melhor forma, se os obstáculos aparecem, se o desconforto e a conveniência lhe chamam para uma outra luta ou pedem que você desista, eu lhes digo, a nós aqui e àqueles que estão lá fora: nós não podemos desistir do Brasil. Nós não podemos desistir do Brasil” , disse.
Ele afirmou também que Flávio tomou uma “decisão difícil” ao deixar o país com a família. O líder da oposição descreveu o senador como “um jovem desprendido” , que abriu mão de uma candidatura praticamente assegurada ao Senado pelo Rio de Janeiro para disputar a Presidência da República.
Segundo Marinho, Flávio recebeu mais de 3.000 ameaças de morte ou agressão física durante a campanha. O senador também afirmou que o filho do ex-presidente foi alvo de uma reação desproporcional da Polícia Federal 7 minutos depois da confirmação do resultado eleitoral, em um processo que classificou como “enviesado”.
Marinho declarou que Flávio levou em consideração a situação do pai, que está preso, a condição do irmão, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está fora do país, e “a situação do país nos últimos 4 anos” para decidir deixar o Brasil.

