Uma ex-funcionária de uma academia suspeita de mandar matar a gata Camila Regina foi presa nesta quarta-feira (4), em São Miguel dos Campos, no interior de Alagoas. A mulher, que não teve a identidade divulgada, estava foragida desde sexta-feira (30), quando a Justiça decretou sua prisão preventiva.

O crime aconteceu no dia 29 de agosto, dentro de uma academia, no bairro da Ponta Verde, em Maceió, e foi registrado por câmeras de segurança.

Segundo o Ministério Público de Alagoas (MPAL), a mulher é apontada como mandante do crime, enquanto outro ex-funcionário teria executado as agressões que provocaram a morte do animal.

De acordo com o delegado Joabe Amorim, da Delegacia de Crimes Ambientais e Proteção Animal (DCAPA), a suspeita não foi encontrada no endereço informado à polícia durante a primeira tentativa de prisão.

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Após buscas, ela foi localizada em uma residência em São Miguel dos Campos.

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A mulher foi levada à delegacia e, após os procedimentos legais, será encaminhada ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.

Em nota, a academia informou que os dois envolvidos foram afastados assim que a direção tomou conhecimento do caso e, posteriormente, desligados da empresa.

A academia afirmou que não participou, não autorizou e não tinha conhecimento prévio das agressões.

A empresa também declarou que colaborou com as investigações e que não é investigada nem acusada no caso.

Relembre o caso

Gata Camila Regina

A gata Camila Regina vivia nas proximidades da academia e era alimentada e cuidada por moradores e frequentadores do estabelecimento. No dia 29 de agosto, o animal desapareceu.

Uma cuidadora desconfiou que a gata pudesse ter sido vítima de violência e procurou a polícia para registrar um boletim de ocorrência. Durante as investigações, a Polícia Civil teve acesso às imagens das câmeras de segurança da academia, que registraram as agressões.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o homem teria colocado a gata dentro de um saco plástico, provocando asfixia. Em seguida, ele teria pisado repetidas vezes sobre o animal e desferido golpes durante quase cinco minutos, causando sua morte.

Ainda conforme a denúncia, a mulher teria deixado a academia levando o saco plástico com o corpo da gata.

Os dois ex-funcionários foram indiciados pela Polícia Civil no dia 23 de outubro. Na sexta-feira (30), o Ministério Público denunciou o homem e a mulher à Justiça e pediu a prisão preventiva de ambos.

A denúncia foi encaminhada à 10ª Vara Criminal da Capital. Os dois são acusados de maus-tratos a animais, conforme a Lei de Crimes Ambientais.