Neste ano, o concurso mobilizou estudantes do 9º ano do ensino fundamental de escolas públicas e particulares para desenvolver projetos sobre o tema “O uso consciente da tecnologia: como equilibrar o mundo digital e a saúde mental e emocional dos jovens?” .
O projeto vencedor propôs incentivar as famílias a reduzir o tempo de uso de dispositivos eletrônicos e ampliar a convivência fora do ambiente digital. Por meio de uma cartela de atividades, os participantes acumulavam pontos ao realizar tarefas em conjunto.
Segundo a estudante Roberta, uma das integrantes do grupo vencedor, a iniciativa teve a família como principal foco e continuará com uma premiação aos participantes nesta sexta-feira (6).
“O desenvolvimento do projeto foi uma coisa muito legal, muito importante, que a gente teve a família como base de tudo. Foram feitas várias atividades com base em uma cartela e as famílias que mais tiveram desenvolvimento nessas atividades vão ser premiadas ainda essa semana, na sexta-feira, com os níveis bronze, prata e ouro”, contou.
Professora se emociona com vitória
A conquista também emocionou a professora Josi, que trabalha há 16 anos na Escola San Remo e, neste ano, assumiu pela primeira vez uma turma do 9º ano. Segundo ela, a expectativa em torno do projeto cresceu conforme as estudantes avançaram pelas etapas do concurso.
“Eu trabalho nessa escola há 16 anos, mas que eu dou aula para o nono ano é a primeira vez. E, assim, no início era só um projeto, mas depois que a gente foi passando pelas etapas e foi crescendo e vendo as expectativas de todos, da escola, das alunas, foi bem emocionante”, afirmou.
“A final aqui hoje foi tensa, mas graças a Deus deu tudo certo”, completou a professora.
Uso consciente da tecnologia foi tema da edição
O diretor da EP Educação, André Otaviano , destacou a importância de discutir os impactos da tecnologia na rotina dos adolescentes sem deixar de reconhecer os benefícios das ferramentas digitais.
“A gente trouxe esse tema e acho que foi muito rico vê-los discutindo e olhando a tecnologia através desse prisma. Sem demonizar, é uma parte da nossa vida, é importante, é uma ferramenta que trouxe muitos benefícios, mas que a gente precisa ter algumas cautelas e pode, usada de maneira incorreta, causar danos”, explicou.
A proposta do concurso foi estimular os estudantes a refletir sobre os hábitos digitais e apresentar soluções para equilibrar o uso da tecnologia com a saúde mental e emocional.
Premiação reuniu cinco grupos finalistas
A cerimônia de encerramento durou cerca de duas horas e contou com a participação dos cinco grupos classificados para a final da região de Campinas.
Todos os finalistas recebem prêmios e brindes. A premiação também contempla estudantes, professores e escolas, incluindo valores em dinheiro.
Os grupos que conquistaram o primeiro e o segundo lugares também ganharam viagens, previstas para ocorrer ao longo dos próximos meses.
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Projeto de Lei propõe uso de reconhecimento facial para que alunos, professores e demais funcionários acessem as escolas municipais. (Foto: Reprodução/PMC)
Entrar na escola, passar pela identificação por tela digital e seguir para a sala de aula. É assim que poderá funcionar o acesso de alunos e funcionários às escolas públicas municipais de Campinas caso um Projeto de Lei apresentado na Câmara Municipal avance. A proposta prevê o uso de reconhecimento facial para reforçar a segurança e controlar quem entra e sai das unidades.
O projeto, protocolado pelo vereador Luiz Cirilo (Podemos), cria o Programa Municipal de Controle de Acesso e Segurança Escolar por Reconhecimento Facial. Segundo a proposta, a tecnologia poderá ser usada para identificar alunos, professores, funcionários e outras pessoas autorizadas a acessar as escolas.
Projeto de Lei propõe uso de reconhecimento facial para que alunos, professores e demais funcionários. (Foto: Reprodução/PMC)
Evasão e ao abandono
Além disso, o projeto afirma que os registros também poderão ajudar no acompanhamento da frequência dos estudantes e em ações de prevenção à evasão e ao abandono escolar.
Implantação do sistema
Segundo a proposta, a Prefeitura poderá definir as etapas de acordo com critérios técnicos, as condições de infraestrutura, a segurança e a disponibilidade orçamentária. A implantação do sistema priorizaria as unidades de acordo com as suas necessidades.
Sala de aula de unidade de ensino. (Foto: Reprodução/PMC)
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