Anita Grando Martins/I Care Brasil
Belém recebe, nesta quinta-feira (5), uma oficina para definir metas e ações do Plano de Ação Climática e Tecnológica (PACT) da Região Metropolitana. O encontro será das 8h30 às 18h, no Centro de Treinamento da Semas Bosque.
As inscrições podem ser feitas pelo formulário on-line aqui
A proposta é reunir representantes dos setores público e privado, organizações da sociedade civil e universidades para desenvolver as partes centrais do documento.
O plano deve orientar políticas públicas climáticas e o planejamento urbano integrado dos municípios da região. Entre as ameaças identificadas no diagnóstico estão alagamentos, ondas de calor, estiagem, incêndios e doenças como dengue, zika e chikungunya.
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🗓️ O que será discutido na oficina?
A programação será dividida em dois momentos:
Pela manhã: definição de objetivos, metas, critérios gerais e indicadores para apontar as ações prioritárias. A discussão terá como referência a visão de futuro climático construída para a região em um encontro anterior, realizado em agosto.
À tarde: detalhamento das ações e elaboração de recomendações para a implementação e a governança do plano — ou seja, a organização de sua gestão.
Depois de concluído, o documento passará por consulta pública, quando poderá receber propostas de alteração e revisão.
Quais ameaças climáticas foram identificadas?
O diagnóstico do PACT apontou quatro ameaças principais na Região Metropolitana de Belém:
O risco se concentra especialmente em áreas de baixadas e periferias densamente ocupadas do eixo Belém–Ananindeua–Marituba. Nesses locais, o diagnóstico identificou uma combinação de baixa altitude, impermeabilização do solo, drenagem insuficiente e vulnerabilidade social.
Ondas de calor:
O risco é maior na área urbana contínua de Belém e Ananindeua, onde se combinam temperaturas elevadas, pouca vegetação, impermeabilização do solo, concentração populacional e vulnerabilidade.
Estiagem e incêndios:
Castanhal aparece como destaque por apresentar recorrência histórica de fogo, vegetação seca e aumento dos períodos secos.
O diagnóstico também aponta dengue, zika e chikungunya, associadas à combinação de clima favorável ao vetor, alta densidade populacional e deficiência de saneamento básico.
A 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30)
Para que serve o plano?
O PACT busca integrar políticas e iniciativas já existentes em uma estratégia climática regional, fortalecendo a coordenação entre municípios e estados.
Entre os benefícios previstos estão:
Orientar o planejamento com base em evidências científicas, dados, saberes tradicionais e recursos do território;
Desenvolver soluções conjuntas para reduzir os impactos das mudanças climáticas e adaptar os municípios a eles;
Ampliar a capacidade do território de enfrentar os efeitos das mudanças do clima;
Criar possibilidades de financiamento climático por meio de iniciativas tecnológicas e inovadoras;
Reduzir desigualdades entre os municípios, fortalecendo suas capacidades técnicas, institucionais e de planejamento climático.
A Região Metropolitana reúne oito municípios: Ananindeua, Barcarena, Belém, Benevides, Castanhal, Marituba, Santa Bárbara do Pará e Santa Izabel do Pará.
O PACT faz parte do Projeto CITinova II, coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o Ministério das Cidades (MCid) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Oficina de Construção do Plano de Ação Climática e Tecnológica (PACT)
Quando: quinta-feira (5).
Horário: das 8h30 às 18h.
Onde: SEMAS Bosque Centro de Treinamento, em Belém.
Inscrições: pelo formulário on-line.
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