Na Casa Clear 2026, essa dificuldade ganhou contornos práticos no contato entre orientador e aluno. Robert Machado, analista CNPI-T da Clear Corretora, e Fábio F., cliente e trader, concederam entrevistas ao InfoMoney durante o evento.
O erro na marcação
Para Machado, a dificuldade central está na escolha dos pontos usados para traçar Fibonacci. Sem identificar os extremos adequados, o operador pode se concentrar em regiões diferentes das que o analista considera importantes em seu método. “As pessoas não sabem onde posicionar a ferramenta. A ferramenta é posicionada nos lugares corretos, nos topos e nos fundos”, afirma.
Robert Machado, analista CNPI-T da Clear Corretora – Casa Clear 2026. Imagem: Igor Salomão.
Essa dificuldade também apareceu na experiência de Fábio, que já havia participado da mentoria de Machado. A prática mostrou ao trader que não basta localizar qualquer máxima e mínima no gráfico para obter uma referência útil. “Não é tão simples. Você tem que achar o topo e o fundo corretos, porque nem sempre todo topo e todo fundo serão testados”, relata.
Machado delimita suas possíveis entradas às retrações de 38% e 61%, além dos próprios topos e fundos. Fora dessas regiões, prefere não operar com base nesse método. “Então, é sempre na região de Fibonacci, na retração de 38% e 61% ou no topo e no fundo da Fibonacci. Se não for nessa condição, não há motivo para abrir operação”, orienta.
Para Fábio, o desafio passa ainda por reconhecer quais extremos têm maior relevância na leitura do movimento. Essa seleção ganhou importância em seu aprendizado, já que a ferramenta depende dos pontos escolhidos para definir as regiões observadas. “Mas qual é o último fundo? Qual é o último topo? Tem um mais relevante? Não tem?”, questiona.
Fábio F., trade e cliente da Clear Corretora – Casa Clear 2026. Imagem: Bruno Nadai.
Um gráfico mais limpo
Na Casa Clear , o gráfico de Machado chamou atenção por ter poucos indicadores. A dúvida era como selecionar regiões de entrada com recursos visuais tão reduzidos. “A dúvida que chama mais atenção é como eu posso trabalhar com um gráfico tão limpo, já que o comum é que as pessoas tenham uma dezena de indicadores para tentar achar a melhor região para operar”, conta.
Para o analista, simplificar exige selecionar o que utiliza, em vez de multiplicar sinais na tentativa de encontrar uma entrada. Esse processo moldou seu próprio operacional.
“Muitas vezes, as pessoas não conseguem interpretar que o simples é o último estágio do avançado. E o que eu fiz foi simplificar o meu operacional”, explica.
O aluno também relaciona a simplificação à busca por uma leitura na qual se sinta mais seguro. Antes, havia experimentado outros indicadores, mas não encontrou neles o apoio que procurava para suas decisões.
“Na verdade, eu uso só Fibonacci e análise técnica clássica. Eu já tive outros indicadores que não me deram a segurança”, comenta.
O gráfico enxuto, entretanto, não significa que Machado utilize Fibonacci isoladamente. Na análise dos movimentos, ele associa a ferramenta a outras referências da análise técnica, cada qual com uma função em sua interpretação do mercado.
“Você vai usar Elliott para te dar uma direção, vai usar Charles Dow para ver a questão das ondas dos preços e vai usar Fibonacci”, detalha.
Da mentoria à autonomia
Para Fábio, o valor da experiência não esteve apenas em aprender onde traçar Fibonacci. Novo no mercado, ele relata ansiedade na hora de operar e vê nas regiões previamente delimitadas uma maneira de reduzir a busca constante por entradas. “E assim te dá consistência, mais tranquilidade. Você consegue controlar o emocional”, avalia.
Esse autocontrole, porém, não surgiu de uma única aula. O trader já havia participado da mentoria de Machado e continuava fazendo exercícios, mas a escolha dos topos e fundos ainda gerava dúvidas na aplicação prática. “Eu já havia feito a mentoria, mas às vezes eu tinha certas dificuldades para posicioná-la corretamente”, reconhece.
Robert Machado, analista CNPI-T da Clear Corretora junto com seus mentorados em clima de descontração após a mentoria – Casa Clear 2026. Imagem: Igor Salomão.
Na Casa Clear, rever o método ao lado do analista ajudou Fábio a aproximar os exercícios de uma aplicação concreta. O segundo contato foi importante justamente porque ele já conhecia a ferramenta, mas ainda encontrava dificuldades na escolha dos pontos. “Agora, na Casa Clear, nesse segundo contato, eu consegui lapidar o meu operacional”, resume.
Para ele, essa vivência também reforçou a importância da repetição para desenvolver autonomia. Compreender melhor as regiões de entrada passou a fazer parte de sua busca por maior tranquilidade ao operar, sem depender de uma quantidade crescente de indicadores. “Quem aprende não depende. Quanto mais você fizer, mais vai ficando consistente, mais vai ficando fácil analisar isso. E, para mim, aqui foi um divisor de águas”, relata.
Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader . Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice .
The post Fibonacci no day trade: por que escolher topos e fundos não é tão simples? appeared first on InfoMoney .

