Investidores avaliam a decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na véspera, que manteve a Selic inalterada em 13,75% ao ano. Na agenda do dia, dados de emprego dos Estados Unidos ficam no radar, assim como o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do Brasil.
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Acumulado da semana: +0,14%;
Acumulado do mês: +0,14%;
Acumulado do ano: -0,67%.
Acumulado da semana: --18,12%
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Acumulado do ano: +4%.
Copom interrompe ciclo de cortes e mantém Selic em 13,75% ao ano
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, nesta quarta-feira (4), manter a taxa básica de juros da economia em 13,75% ao ano. A decisão foi unânime. Com a decisão, o Copom interrompe o ciclo de cortes na taxa básica de juros iniciado em março deste ano.
Segundo o comunicado, o "aumento significativo das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas, e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada, apresenta um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução".
🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.
Com a Selic em 13,75% ao ano, o Brasil lidera um ranking de 40 países elaborado pelos sites MoneYou e Lev Intelligence. Considerando os juros reais, que descontam a inflação estimada para os próximos 12 meses, a taxa brasileira é de 8,45% ao ano, seguida pela da Rússia, de 6,79% ao ano.
Brasil amplia distância e segue com o maior juro real do mundo após Copom manter Selic; veja ranking
Sobre o cenário externo, o Copom destacou que o ambiente tornou-se mais "adverso" devido ao prolongamento dos conflitos no Oriente Médio, que impactam diretamente no preço do petróleo e seus derivados e da política monetária mais restritiva nas economias avançadas.
Para o BC, esse conjunto de fatores demanda "cautela" dos países emergentes, como o Brasil, diante da volatilidade dos preços de ativos e commodities.
Já em relação ao cenário doméstico, o BC aponta que o conjunto de indicadores divulgados desde a última reunião do colegiado, em setembro, apontam para uma "moderação mais acentuada da atividade econômica".
O mercado de trabalho, por sua vez, permanece resiliente ainda que com sinais de desaquecimento na margem.
"Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e a média das medidas subjacentes aceleraram, situando-se acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta", destaca o Copom.
Na Ásia, as bolsas locais fecharam mistas nesta quinta-feira, conforme investidores continuaram a avaliar as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos.
O SSEC, Índice de Xangai, teve alta de 0,10%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, subiu 0,29%. Na Coreia do Sul, o Kospi desvalorizou 5,28% e o Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 3,67%. No Japão, o Nikkei recuou 1,79%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
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