Entre os convidados estão o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e seu antecessor, Fernando Haddad. Também há previsão de participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, do ministro do Planejamento, Bruno Moretti, e do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante.
A reunião foi noticiada pela emissora, que informou que Lula chamou economistas de sua confiança para debater a política econômica. Segundo o SBT News , o avanço da dívida pública será um dos principais assuntos.
O encontro ocorre um dia depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) interromper o ciclo de redução dos juros e manter a taxa Selic em 13,75% ao ano. O Banco Central apontou riscos inflacionários e a necessidade de cautela diante da deterioração das expectativas econômicas.
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Dívida pública preocupa equipe econômica
A dívida bruta brasileira está próxima de 83% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto as despesas com juros acumulam cerca de 9% do PIB em 12 meses.
O cenário aumentou a cobrança por medidas capazes de estabilizar o endividamento sem comprometer as promessas sociais feitas por Lula durante a campanha presidencial.
Durigan defende um ajuste fiscal gradual, com revisão de despesas e benefícios tributários. Na terça-feira (3), afirmou que o governo pretende melhorar as contas públicas preservando os compromissos assumidos com a população.
A equipe econômica ainda não apresentou um pacote definitivo para 2027. A ausência de medidas concretas e as dúvidas sobre a composição do próximo ministério têm contribuído para a volatilidade dos ativos brasileiros.
O Banco Central também elevou suas projeções de inflação após a desvalorização do real e a deterioração das expectativas fiscais.
Debate sobre juros divide economistas próximos a Lula
A reunião ocorre durante uma discussão entre integrantes do campo governista sobre a necessidade de mudar a coordenação das políticas fiscal e monetária.
O economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, propôs a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional e a redução gradual da Selic para 7,5% ao ano.
A iniciativa recebeu apoio de José Sérgio Gabrielli, coordenador do programa de governo da campanha de Lula, mas provocou críticas de integrantes da equipe econômica e preocupação entre investidores.
Durigan afirmou que a proposta apresenta deficiências e descartou a adoção de mecanismos administrativos para limitar os juros. Mercadante também negou que o tabelamento da Selic esteja em discussão no governo.
A participação de Galípolo no encontro desta quinta-feira ocorre nesse contexto. O presidente do Banco Central é responsável pela condução de uma política monetária que permanece restritiva, enquanto o Planalto busca alternativas para reduzir o custo da dívida e estimular a atividade econômica.
Definição da equipe de 2027 continua pendente
O encontro também acontece durante as articulações para a montagem do quarto governo Lula. Haddad, que deixou a Fazenda para disputar o governo de São Paulo, permanece entre os principais conselheiros econômicos do presidente. Durigan, por sua vez, conduz as discussões sobre o ajuste fiscal e a preparação do Orçamento de 2027.
O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), citado como possível candidato ao Ministério da Fazenda, não está entre os participantes da reunião.
Ainda não há confirmação de que Lula tratará de nomeações durante o encontro.
O presidente prepara um pronunciamento em rede nacional para domingo (8), no qual pretende reafirmar o compromisso com as contas públicas e com a manutenção dos programas sociais.
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