# Endividamento recua pelo 2º mês, mas ainda atinge 81,6% das famílias

- Seção: Economia
- Fonte: G1 (https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/11/05/endividamento-familias-cnc.ghtml)
- Publicado em: 2026-11-05T13:30:18.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1525141-endividamento-recua-pelo-2-mes-mas-ainda-atinge-81-6-das-familias

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A parcela de famílias brasileiras que se consideram muito endividadas caiu de 17,3% em setembro para 16,8% em outubro, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta quinta-feira (5) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O resultado é o menor desde abril, quando o indicador marcou 16,4%.

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A inadimplência também apresentou melhora pelo segundo mês consecutivo. A parcela de famílias com dívidas em atraso passou de 29,6% em setembro para 29,3% em outubro, atingindo o menor patamar de 2026.

Já o percentual de famílias com algum tipo de dívida a vencer, como cartão de crédito, financiamento ou empréstimo, ficou em 81,6%. O índice teve baixa de apenas 0,1 ponto percentual na comparação com setembro, mas continua acima dos 79,5% registrados no mesmo mês de 2025.

Inadimplência recua pelo segundo mês seguido

A parcela de famílias com dívidas em atraso caiu de 29,6% em setembro para 29,3% em outubro. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o indicador estava em 30,5%, houve recuo de 1,2 ponto percentual.

O tempo médio de atraso das dívidas recuou para 65,1 dias. Ainda assim, quase metade das dívidas em atraso (48,8%) estava vencida havia mais de 90 dias.

Menos famílias se consideram muito endividadas

Além da queda na inadimplência, a pesquisa mostra uma redução na parcela de famílias que se consideram muito endividadas.

O percentual passou de 17,3% em setembro para 16,8% em outubro, menor nível desde abril. Já a proporção de famílias que se consideram pouco endividadas subiu de 34,9% para 35,8%.

As famílias que se consideram mais ou menos endividadas representaram 29% do total, ante 29,5% no mês anterior.

Já a parcela de consumidores que disseram não ter dívidas passou de 18,1% para 18,2%.

O comprometimento da renda também apresentou melhora. Em outubro, 19,3% das famílias destinavam mais da metade dos rendimentos ao pagamento de dívidas.

Inadimplência tem comportamento diferente conforme a renda

A evolução da inadimplência não foi igual em todas as faixas de renda analisadas pela pesquisa.

Entre as famílias que ganham até três salários mínimos, o percentual de inadimplentes subiu de 38,5% em setembro para 38,6% em outubro. Foi a única faixa em que o indicador avançou no período.

Já entre aquelas com renda de três a cinco salários mínimos, a inadimplência caiu de 27,8% para 27,1%.

Na faixa de cinco a dez salários mínimos, o percentual recuou de 20,2% para 19,7%. Entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos, o indicador permaneceu estável em 15%.

A diferença também aparece na proporção de famílias endividadas.

Entre aquelas que recebem até três salários mínimos, 84,5% tinham dívidas em outubro. Na faixa de três a cinco salários mínimos, o percentual era de 83,3%.

Entre as famílias com renda de cinco a dez salários mínimos, o endividamento subiu de 77,9% para 79,3%. Já entre aquelas que recebem mais de dez salários mínimos, caiu de 71,9% para 71,5%.

CNC projeta queda da inadimplência até dezembro

Para os últimos meses do ano, a CNC projeta estabilidade no endividamento geral, em torno de 81,6% até dezembro.

A expectativa é de que a inadimplência continue em trajetória de queda e chegue a 29,2% no último mês de 2026.

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Envato Elements / Imagem Ilustrativa

Reportagem completa: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/11/05/endividamento-familias-cnc.ghtml

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