O Foo Fighters substituiu o ato de abertura original da noite, a banda The Pretty Reckless , no dia 8 de setembro, em St. Louis. “Foi literalmente um sonho realizado”, relatou Grohl .

Embora a ideia inicial fosse de uma colaboração única, o show de encerramento da turnê Power Up do AC/DC precisou ser remarcado devido à questões climáticas, e o Foo Fighters acabou também responsável por abrir a noite de 2 de outubro, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

Durante o show do AC/DC , o vocalista Brian Johnson compartilhou com o público que Grohl havia pedido para se juntar à banda para tocar “ Highway To Hell “, e o convidou a subir ao palco. Ao relembrar o momento em entrevista à rádio The Rock, Grohl contou: “Saí do palco e desabei em lágrimas”.

“Foi inacreditável tocar para eles”, disse (via NME ). “[Saí do palco] soluçando como um bebê, chorando muito, e não conseguia acreditar. Pensei: ‘Esse é um dos momentos mais marcantes de toda a minha vida’, e nunca vou me esquecer disso.”

Este ano, os Foo Fighters lançaram seu 12º álbum, Your Favorite Toy , e embarcaram na turnê norte-americana Take Cover . Segundo Grohl , entretanto, o AC/DC tinha “o palco mais barulhento” que ele já esteve em toda a sua vida.

‘Highway to Hell’: um clássico atemporal

A faixa icônica de 1979 “ Highway to Hell ” marcou a história do rock mundial como o hino da rebeldia. Apesar de algumas pessoas na época pensarem que a música era “satânica”, por se tratar sobre o inferno e sobre o diabo, isso não era verdade: ela foi inspirada na tensão de estar em turnê, livre na estrada.

“ Highway to Hell ” deu título ao sexto álbum de estúdio da banda australiana — impulsionando-o a se tornar o primeiro trabalho do AC/DC a ultrapassar a marca de um milhão de cópias vendidas nos EUA — e se tornou uma das faixas mais influentes de todos os tempos.

A canção também acabou se tornando um marco do ápice da era de Bon Scott , vocalista do AC/DC que faleceu poucos meses após o lançamento do clássico.

Na entrevista, Grohl também comentou sobre como nasceu sua paixão pela banda australiana: através do documentário AC/DC: Let There Be Rock (1980), que assistiu na infância.

Eu não sabia que era assim que se tocava rock and roll. Achava que rock and roll era tipo os Beatles , o KISS e coisas do tipo. Nunca tinha visto alguém tão encharcado de suor a ponto de precisar de um tanque de oxigênio. Pensei: ‘É isso que eu quero ser quando crescer. Quero ser esse cara.’

A turnê Power Up do AC/DC começou na Alemanha em maio de 2024 e se encerrou no mês passado. O grupo, agora com mais de 50 anos de carreira, deixou aberto a possibilidade de novas apresentações. Embora os integrantes já estejam na casa dos 70 anos e declarem que o futuro após a última série de apresentações ainda seja “um terreno desconhecido”, Brian Johnson afirmou: “Esperamos ver vocês novamente”.

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