Diversão em grupo de 2 a 8 jogadores, ótimo para jogar em família
Anéis do Sonic viram escudo e mudam a estratégia das fases
Sons e trilha que puxam a nostalgia dos Sonic clássicos
Servidor no Brasil e crossplay entre plataformas
Simples demais para quem busca profundidade
Demora a chegar numa dificuldade que exija estratégia
Não é possível jogar sozinho
Sonic Pico Park é um jogo cooperativo de plataforma e quebra-cabeça, em que todos jogam no mesmo time para chegar ao fim de cada fase. Esse novo jogo traz o Sonic, o famoso mascote da SEGA , à série Pico Park, do estúdio japonês TECOPARK.
O jogo chega em 12 de novembro para PC ( Steam ), PlayStation 5 , Xbox Series X|S , Xbox One, Nintendo Switch e Switch 2. O preço não está disponível nas outras plataformas ainda, mas na pré-venda da Xbox Store, custa R$ 36,95. Aceita de 2 a 8 jogadores, no mesmo sofá ou online, e não tem modo para um jogador só. As fases são curtas, pensadas para partidas rápidas. Jogamos a versão de PC, em dupla.
Quem já jogou Pico Park ou Pico Park 2 vai reconhecer a fórmula na hora: personagens simples, fases que só se resolvem em conjunto e muita confusão entre os jogadores. O primeiro Pico Park passou de 1 milhão de cópias vendidas. Para quem nunca ouviu falar da série, a referência mais próxima é Overcooked ou a bagunça de jogar New Super Mario Bros. com quatro pessoas na mesma tela.
Os três modos de Sonic Pico Park
O modo World funciona como o modo história. É nele que estão as fases cooperativas, organizadas em mapas. O Battle é o modo PvP (jogador contra jogador). Até 8 pessoas tentam jogar as outras em armadilhas para eliminá-las. Vence quem sobrar sozinho ou quem juntar mais anéis. Já o Endless é um modo infinito. O grupo corre o mais longe que conseguir, desviando de espinhos, lasers e outros obstáculos, e a pontuação sobe com a distância.
Anéis, spin dash e habilidades como ferramenta de equipe
As mecânicas da série da SEGA dão ao jogo uma cara própria dentro da série Pico Park. As principais são os anéis. Como nos Sonic clássicos, o anel funciona como escudo: protege contra um golpe que, sem ele, mataria o personagem. Depois do golpe, sobra uma janela curta de invencibilidade, e várias fases dependem dela para atravessar trechos de armadilhas.
Todos os personagens também usam o spin dash, a arrancada em que o personagem se enrola em bola e dispara. E alguns têm habilidade própria: Knuckles plana e Tails voa. A escolha de quem entra no grupo muda a forma de resolver certos trechos. O elenco inclui ainda Amy, Shadow, Rouge, Silver, Blaze, Big, Cream, Vector, Espio, Charmy e Omega, além dos gatinhos coloridos da série Pico Park.
Mecânicas novas chegam aos poucos
O jogo acerta ao apresentar as mecânicas devagar. Cada mapa do modo World tem quatro fases temáticas, todas construídas em torno de uma mecânica principal. Primeiro, a fase ensina a ideia. Depois, as seguintes começam a combinar essa ideia com as anteriores.
Com o avanço, as fases pedem mais ações coordenadas ao mesmo tempo. E são as trapalhadas entre os jogadores que tornam tudo divertido.
Quanto mais gente, mais caos
Sonic Pico Park é simples, mas surpreendentemente divertido, e o tamanho do grupo pesa muito nisso. Quanto mais pessoas entram, mais difícil fica coordenar todo mundo. A dificuldade sobe junto com a diversão. Em dupla, já foi preciso combinar cada pulo. Com oito jogadores na tela, a gritaria tende a ser bem maior.
Um jogo para jogar em família
Além de a classificação ser livre, os comandos se resumem basicamente a andar, pular e usar o spin dash. Isso abre espaço para crianças e para quem não joga com frequência. Um pai que cresceu com Sonic no Mega Drive encontra aqui um jeito fácil de dividir esse passado com os filhos. Avós, tios e primos também conseguem entrar na partida sem um tutorial longo.
Trilha e sons puxam a nostalgia
Os efeitos sonoros lembram os Sonic dos anos 90 e trazem uma sensação de conforto, quase uma saudade de tempos mais simples. A trilha sonora segue o mesmo caminho e reforça esse clima durante as fases.
O servidor no Brasil ajuda na coordenação
O jogo possui servidor no Brasil. Num jogo em que um pulo fora de hora derruba o plano do grupo, isso importa: com servidor aqui, ninguém precisa se preocupar com lag (o atraso entre apertar o botão e ver a ação na tela). O online também tem crossplay entre plataformas, e até 7 jogadores locais podem entrar numa partida online a partir de um mesmo PC.
Onde Sonic Pico Park tropeça
O ponto mais fraco é o ritmo da dificuldade. O jogo demora para chegar a fases que exijam raciocínio e estratégia. Os primeiros mapas funcionam quase como um longo tutorial, e quem já jogou outros Pico Park pode se cansar antes do desafio aparecer. O visual em pixel art (arte feita de pixels, no estilo dos jogos antigos) segue a linha da série. Isso pode ser um ponto forte para quem é fã da série, mas aqueles que não curtem o visual básico ainda vão torcer a cara com este jogo. Quem busca profundidade e variedade vai sentir falta de mais recursos ao longo das fases.
Veredito: vale a pena?
Para quem tem com quem jogar, vale. Sonic Pico Park cobra pouco. Ele é feito para que qualquer pessoa da família possa jogar e utiliza muito bem as mecânicas do Sonic para criar fases que só funcionam em equipe. O caos de um grupo grande compensa a simplicidade.
Quem costuma jogar sozinho infelizmente não poderá aproveitar esse jogo, já que ele exige pelo menos dois jogadores. Já quem procura um quebra-cabeça desafiador vai precisar de paciência até a dificuldade aparecer.
Requisitos PC (mínimos): Windows 11 64-bit | Intel Core i5 | Qualquer placa de vídeo de entrada
Ficha técnica de Sonic Pico Park
Nome: Sonic Pico Park
Publicadora: PICO PARK Inc. (licença da SEGA)
Gênero: Plataforma e quebra-cabeça cooperativo
Lançamento: 12 de novembro de 2026
Plataformas: PC (Steam), PS5, Xbox Series X|S, Xbox One, Switch e Switch 2
Modos: World (cooperativo), Battle (PvP) e Endless (infinito)
Jogadores: 2 a 8, local ou online
Idioma BR: interface em português
Preço: R$ 36,95 (pré-venda na Xbox Store)
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