# Quem são os três presos em operação contra venda de medicamentos falsificados para tratamento de câncer em SP

- Seção: Brasil
- Fonte: G1 (https://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2026/11/05/quem-sao-os-tres-presos-em-operacao-contra-venda-de-medicamentos-falsificados-para-tratamento-de-cancer-em-sp.ghtml)
- Publicado em: 2026-11-05T14:41:15.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1526376-quem-sao-os-tres-presos-em-operacao-contra-venda-de-medicamentos-falsificados

> Operação mira venda de medicamentos falsos para tratamento contra o câncer

Nalva Braz do Nascimento, de 45 anos, Petter Gabriel Cavalcante Chagas, de 28, e Sharlene Chaves Barbosa, de 45, são os três presos preventivamente na 2ª fase da Operação Laziosi, deflagrada nesta quinta-feira (5) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Polícia Civil.

A ação investiga um esquema de comercialização de medicamentos oncológicos falsificados e suspeitas de lavagem de dinheiro. Documentos apontam que a Nacionalfarma, distribuidora investigada e que tem sede em Araraquara (SP), continuou funcionando após a 1ª fase da operação, em novembro de 2024.

Os medicamentos falsificados são de alto custo e usados no tratamento de diversos tipos de câncer avançado em pacientes oncológicos gravemente debilitados, especialmente tumores de pulmão, melanoma, rim, cabeça e pescoço, estômago e esôfago.

Quem são os presos

Nalva tem dois endereços, um residencial e outro profissional, em Araraquara. Segundo a investigação, ela exercia o controle da distribuidora Nacionalfarma.

Sharlene tem um endereço residencial em Araraquara. As investigações apontam que ela participava das operações financeiras realizadas por meio de empresas interligadas.

Petter tem um endereço residencial em São Paulo. Conforme as investigações, ele atuava na relação com o mercado hospitalar.

O g1 tenta localizar a defesa da empresa e dos investigados.

Operação contra a falsificação de medicamentos oncológicos

Além dos três mandados de prisão preventiva, dois em Araraquara e um em São Paulo, 18 mandados de busca e apreensão estão em cumprimento em cidades do interior paulista e na capital. Também foi determinado o bloqueio de até R$ 15 milhões em bens e valores dos investigados, além da suspensão das atividades de sete empresas.

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Origem da investigação

Segundo a investigação, o caso começou em 2024, após um fabricante identificar a venda de um imunoterápico falsificado a um hospital da capital por uma distribuidora de Araraquara. Laudos apontaram a ausência do princípio ativo e confirmaram a falsificação.

A apuração indicou que a empresa atuava em conjunto com uma rede de empresas interligadas, algumas sem estrutura operacional nos endereços declarados.

Apenas entre janeiro e novembro de 2024, as vendas declaradas do medicamento superaram R$ 1,5 milhão para clientes de pelo menos sete estados.

As autoridades afirmam que, mesmo após a primeira fase da operação, a distribuidora teria vendido, em abril de 2025, nove unidades de outro medicamento oncológico posteriormente identificado como falsificado.

De acordo com o hospital particular comprador, em Araras, uma das unidades do remédio falsificado chegou a ser aplicada em um paciente.

As outras oito unidades foram recolhidas e substituídas pela distribuidora por medicamentos de um lote que coincidia com o de uma carga roubada em 11 de novembro de 2024, em Uberaba (MG).

De acordo com o Gaeco, a nova fase busca interromper a atividade criminosa, considerada uma ameaça a pacientes em tratamento contra o câncer, e garantir a recuperação de bens e valores obtidos pelo grupo investigado. As apurações terão continuidade com a análise do material apreendido.

A operação é coordenada pelo núcleo de Ribeirão Preto do Gaeco, em parceria com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e o Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter 3).

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