# Smart Fit, GPA e C&A sobem forte, Méliuz e Meli caem após 3T; veja análises

- Seção: Economia
- Fonte: InfoMoney (https://www.infomoney.com.br/mercados/smart-fit-gpa-e-ca-sobem-forte-meliuz-e-meli-caem-apos-3t-veja-analises/)
- Publicado em: 2026-11-05T15:46:28.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1527198-smart-fit-gpa-e-c-a-sobem-forte-meliuz-e-meli-caem-apos-3t-veja-analises

> As ações de varejo Smart Fit ( SMFT3 ), GPA ( PCAR3 ) e C&A ( CEAB3 ) disparavam nesta quinta-feira (5), após a registrarem desempenho positivo no terceiro trimestre. Na outra ponta, os papéis da Méliuz ( CASH3 ) e do Mercado Livre (BDR:…

Por volta das 12h08 (horário de Brasília), CEAB3 subia 7,93%, a R$ 7,35, enquanto PCAR3 avançava 5,5%, a R$ 2,43. SMFT3 registrava alta de 4,88%, a R$ 17,61. Já CASH3 caía 9,01%, cotada a R$ 3,94.

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A C&A Brasil ( CEAB3 ) reportou resultados melhores do que o esperado no terceiro trimestre de 2026, embora com uma composição mista. O lucro por ação ajustado pelo JPMorgan foi de R$ 0,18, acima da estimativa do banco, de R$ 0,15, e do consenso, de R$ 0,13, apesar de uma queda de 19% na comparação anual.

As tendências do varejo continuaram fracas, como esperado, com vendas mesmas lojas (SSS) consolidadas praticamente estáveis, ante estimativa do JPMorgan de queda de 0,6%. O EBITDA foi pressionado por maiores despesas de marketing e alavancagem operacional negativa.

Por outro lado, a C&A Pay foi a principal fonte de surpresa positiva, apoiada pela continuidade da boa qualidade do crédito. Além disso, a margem bruta do varejo avançou, apesar de um ambiente mais promocional e da fraca demanda dos consumidores.

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Apesar da queda anual, o desempenho superou as estimativas do mercado

Na avaliação do BBI, o saldo do trimestre é positivo, com a empresa entregando resiliência em métricas operacionais importantes e forte geração de caixa. Embora o valuation atual embuta muito pessimismo e o cenário para 2027 seja desafiador para o setor, a capacidade da C&A de superar seus pares pode sustentar seus múltiplos e reduzir a percepção de risco.

Para Goldman Sachs, a margem bruta voltou a ser o principal destaque positivo, com avanço de 60 pontos-base na margem bruta de vestuário na comparação anual. Por outro lado, as despesas gerais e administrativas (SG&A) foram pressionadas em 140 pontos-base pelos investimentos em marketing.

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SmartFit ( SMFT3 )

A SmartFit reportou alta de 40% no lucro líquido recorrente do terceiro trimestre, para R$248 milhões. O Ebitda ajustado cresceu 30% ano a ano, com a margem passando de 32,1% para 32,5%, enquanto a receita líquida aumentou 29%.

&#8220;Uma tese de crescimento que continua entregando&#8221;, afirmaram analistas da XP em relatório a clientes, acrescentando que a empresa apresentou resultados fortes no período, com destaque para a receita e a margem bruta, embora a rentabilidade das academias no Brasil continue pressionada.

&#8220;Em uma temporada na qual esperamos que a maior parte da nossa cobertura apresente crescimento mais fraco e contração de margens, a Smartfit se destaca tanto em receita quanto em rentabilidade, com expansão recorde e o TotalPass mais do que compensando a pressão nas academias brasileiras.&#8221;

Segundo BBI, os resultados sólidos foram impulsionados pela aceleração da receita e pelo desempenho robusto do TotalPass e das operações em &#8216;Outros Países&#8217;, que garantiram a expansão das margens.

Smart Fit (SMFT3) tem alta de 40% no lucro recorrente no 3º tri, a R$ 248 milhões

A empresa apurou receita líquida de R$ 2,35 bilhões, 29% acima de um ano antes. O mercado tinha expectativa de faturamento de R$ 2,28 bilhões

O grande destaque segue sendo a combinação da operação verticalizada no Brasil (academias próprias + TotalPass), que acelerou o crescimento do lucro bruto por unidade, e a resiliência proporcionada pela diversificação geográfica. A operação internacional foi fundamental para compensar pressões de custos e o ambiente macroeconômico mais desafiador no Brasil e no México.

O JPMorgan também considera bons os resultados operacionais no terceiro trimestre. O EBITDA ajustado, antes do IFRS 16, cresceu 30% na comparação anual e 7% na trimestral, para R$ 763 milhões, ficando 7% e 3% acima das estimativas do JPMorgan e do consenso, respectivamente.

Por outro lado, a administração comentou que as unidades maduras da Smart Fit no Brasil apresentaram desempenho mais fraco, com menor receita por academia e custos de manutenção mais elevados contribuindo para a queda da margem bruta de caixa no país. O JPMorgan pretende explorar esse tema na teleconferência de resultados.

Já o Goldman Sachs destaca que o TotalPass foi novamente o principal responsável pelo avanço de 170 pontos-base na margem bruta de caixa consolidada na comparação anual. Esse desempenho foi parcialmente compensado pela pressão no Brasil e pelo aumento de outras despesas.

GPA ( PCAR3 )

O JPMorgan classifica os resultados da GPA como mistos no terceiro trimestre. As vendas brutas recuaram 6% na comparação anual, principalmente devido ao foco em canais de maior rentabilidade e, em parte, à falta de produtos nas lojas (rupturas de estoque) decorrente do processo de recuperação extrajudicial. As vendas mesmas lojas (SSS) avançaram 1,5%, enquanto o formato Pão de Açúcar (PdA) registrou queda de 0,7%.

Ainda assim, o EBITDA ajustado cresceu 17% na comparação anual, ficando 15% acima do consenso, que contava com apenas uma estimativa, impulsionado pela melhora da margem bruta e por ganhos de eficiência nas despesas.

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As elevadas despesas financeiras continuam pressionando o resultado final e levando a companhia a registrar prejuízos, situação que o GPA busca enfrentar por meio do processo de recuperação extrajudicial.

Méliuz ( CASH3 )

A Méliuz ( CASH3 ) apresentou crescimento fraco no terceiro trimestre, como esperado pelo UBS BB, enquanto os resultados foram influenciados por uma série de efeitos não recorrentes. A receita líquida somou R$ 96 milhões, queda de 22% na comparação anual e de 17% ante o trimestre anterior, ficando 9% abaixo da projeção do banco e 21% aquém do consenso.

O desempenho refletiu o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia em agosto e a consequente interrupção da parceria, mudanças no mix de parceiros e uma base de comparação mais difícil, após uma reclassificação positiva de R$ 3,9 milhões na receita do 3T25. Segundo a administração, as comissões que deixaram de ser recebidas da Casas Bahia representaram cerca de R$ 15 milhões em receita na comparação anual.

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Companhias registraram desempenhos distintos

O balanço também foi marcado por itens extraordinários. A companhia reconheceu uma provisão de R$ 14 milhões contra recebíveis da Casas Bahia, parcialmente compensada pela reversão de R$ 3,8 milhões em provisões de cashback. Também houve uma reversão de impairment de Bitcoin de R$ 78,5 milhões, sem efeito caixa, e um benefício fiscal diferido de R$ 25,8 milhões após a incorporação da Alter, em agosto.

O EBITDA reportado alcançou R$ 85 milhões, enquanto o EBITDA ajustado foi de R$ 17 milhões, 42% abaixo do consenso, mas 8% acima das estimativas do UBS BB. O lucro líquido reportado somou R$ 114 milhões, enquanto o resultado ajustado ficou em R$ 19,6 milhões, acima dos R$ 9,5 milhões projetados pelo banco, mas abaixo do consenso de R$ 30 milhões.

Mercado Livre (BDR: MELI34 )

A XP avalia que o Mercado Livre apresentou resultados mistos no terceiro trimestre. A receita mostrou resiliência no Brasil e na Argentina, mas o resultado operacional ficou abaixo do esperado, pressionado pelo aumento dos custos de frete e das despesas de marketing.

O EBIT ficou 7% abaixo da projeção da corretora, com margem de 6,3%, recuo de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. O desempenho interrompeu a estabilização da rentabilidade observada no segundo trimestre e teve dois principais fatores.

O primeiro foi o aumento dos custos de frete, impulsionado pela alta dos combustíveis e pela expansão de aproximadamente 20% na capacidade de centros de distribuição (fulfillment) na comparação trimestral. A administração considera que esses investimentos devem sustentar o crescimento futuro e espera que as novas estruturas ganhem escala a partir do quarto trimestre.

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O segundo foi o avanço das despesas de marketing, especialmente no Brasil, onde a companhia decidiu ampliar os investimentos em marketing de afiliados. O crescimento mais fraco no México também limitou os ganhos de alavancagem operacional.

Apesar da pressão sobre a rentabilidade, os indicadores operacionais seguiram melhorando, com avanços no engajamento dos usuários, no custo por envio e na quantidade de usuários do ecossistema.

A XP mantém uma visão construtiva sobre as perspectivas de longo prazo do Mercado Livre, mas considera que o curto prazo será mais desafiador. A corretora também vê riscos de revisão para baixo das estimativas de EBIT, caso o ciclo de investimentos da companhia continue se estendendo.

Para o Citi, o trimestre manteve as tendências recentes, com o forte crescimento no Brasil mais uma vez superando o consenso do mercado. &#8220;No entanto, o resultado de Ebit abaixo do esperado (US$676 milhões, queda de 6% ano a ano) é claramente negativo, dado que o mercado projetava uma margem próxima de 7%. A principal questão agora é quão rapidamente o Mercado Livre conseguirá normalizar seus custos sem comprometer o atual ritmo de reinvestimentos&#8221;, disseram.

Eles acrescentaram que a operação de crédito também merece atenção, acrescentando que, embora a carteira total continue se expandindo rapidamente, algumas linhas de crédito estão desacelerando mais do que previam.

&#8220;Com os juros no Brasil provavelmente permanecendo elevados, isso pode indicar critérios de concessão mais conservadores, criando potencialmente um equilíbrio delicado entre a qualidade da carteira de crédito e o crescimento do GMV&#8221;, afirmaram João Pedro Soares e Felipe Husein, em relatório a clientes.

&#8220;Apesar dessas preocupações, acreditamos que a relação risco-retorno continua atraente, considerando o excelente momento de crescimento das receitas do Mercado Livre&#8221;, escreveram os analistas, que têm recomendação de compra para os papéis.

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