A família de Edilson Lima, passageiro de 49 anos que morreu após estrutura com bandeira do Piauí atingir um ônibus no dia 29 de outubro, em Teresina, autorizou a doação de órgãos da vítima. No total, cinco pessoas foram beneficiadas com a doação.

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A retirada de rins, fígado, córneas e fígado ocorreram na manhã desta quinta-feira (5), no Hospital de Urgência de Teresina, onde Edilson ficou internado por seis dias após sofrer o acidente.

De acordo com a coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos do HUT, Milena Cantuária, os rins foram destinados a pacientes dos estados de Pernambuco e São Paulo. Já o fígado irá ser transplantado para uma pessoa de Brasília, enquanto as córneas ajudarão pacientes do Piauí.

Paulo Natanael detalhou ao g1 que a iniciativa partiu da família, pois o assunto não chegou a ser discutido com o pai.

"Ele não comentou sobre isso, mas, pela personalidade dele e tendo em vista que, mesmo após sua partida, ele poderia ajudar na vida de outras pessoas, decidimos fazer a doação", afirmou o filho do doador.

Órgãos de passageiro que morreu após ônibus ser atingido por estrutura de bandeira são doados e beneficiam 5 pessoas

Quem era Edilson Lima

Edilson faleceu na quarta-feira (4), por traumatismo craniano, após seis dias internado em estado grave no HUT. Ele era passageiro do ônibus que foi atingido por uma estrutura de bandeira na Ponte Juscelino Kubitschek, na Avenida Frei Serafim, em Teresina. Na ocasião, ele e uma mulher foram socorridos inconscientes.

Segundo o filho da vítima, Edilson trabalhava como autônomo em Teresina e era bastante querido no meio familiar. Ele será sepultado em Castelo do Piauí, onde a maioria dos parentes vivem.

"Era uma pessoa muito preocupada com a família, disponível sempre em ajudar. Ele quem acompanhava a família de Castelo quando vinham para Teresina fazer exames, consultas. Ele tomava a frente de resolver essas questões", contou Paulo Natanael.

"Gostava muito de cozinhar. Quando chegava na casa da mãe dele ele gostava muito de fazer a comida. Quando ia pra minha casa também. Era um pai que gostava muito de me agradar", completou Paulo.

*Eduarda Barradas, estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros.

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