A Base Exchange, liderada pelo fundo soberano de Abu Dhabi Mubadala, oferecerá negociação de ações, fundos imobiliários e fundos de índice (ETFs), o que deve aumentar a concorrência e potencialmente reduzir os custos para os investidores, disse Gurgel.

O lançamento também marcará o retorno da negociação de ações no Rio de Janeiro, mais de 25 anos depois que a bolsa de valores da cidade se fundiu com a B3, sediada em São Paulo.

No mês passado, o Banco Central do Brasil deu luz verde para a nova bolsa iniciar os testes funcionais no início de 2027 como parte do processo de autorização, acrescentou Gurgel.

Em uma entrevista anterior à Reuters, a Base Exchange havia indicado que esperava o lançamento já no segundo semestre de 2025.

“Tem sido um aprendizado”, disse Gurgel, acrescentando que o desafio de criar uma nova bolsa do zero exigiu mais tempo do que o esperado inicialmente.

A Base Exchange negociará todas as ações listadas atualmente na B3, sediada em São Paulo, mas não oferecerá listagens primárias (IPOs) para empresas imediatamente, disse Gurgel.

A Base, que conta atualmente com 210 funcionários, possui escritórios no Rio de Janeiro e em São Paulo.

A empresa poderá buscar parceiros minoritários para se juntarem ao Mubadala no futuro, com o foco em trazer mais participantes do mercado para o seu conselho de administração, em vez de levantar capital, afirmou Gurgel.

O executivo não informou o quanto espera que os custos de negociação caiam no Brasil assim que a Base entrar em operação.

A B3, que opera mercados de bolsa e de balcão, declarou que já enfrenta a concorrência de bolsas internacionais, uma vez que os investidores estrangeiros representam cerca de 50% dos volumes de negociação no Brasil.

A B3 também afirmou em nota que sua política de preços é projetada para oferecer condições competitivas em todos os perfis de clientes.

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