A avaliação é de André Macedo, gerente da PIM-PF (Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física), divulgada nesta quinta-feira (5) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Segundo Macedo, além da manutenção da trajetória predominantemente negativa da indústria, observada desde maio, o resultado de setembro foi marcado por uma maior disseminação das quedas entre as atividades pesquisadas.

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Das quatro grandes categorias econômicas, três apresentaram recuo na produção . Entre os 25 ramos industriais investigados, 17 registraram taxas negativas.

O gerente destacou que o número de atividades em queda repete o resultado de agosto e representa o maior espalhamento de taxas negativas desde dezembro de 2025, quando 18 ramos industriais haviam apresentado retração.

“Para além da manutenção do comportamento de queda assinalada no mês de setembro, a gente tem essa característica de um espalhamento desse movimento de menor intensidade, que fica caracterizado pelo número maior de categorias econômicas e atividades industriais no campo negativo”, afirmou.

Macedo ressaltou ainda que a indústria acumula perda de 4,1% desde maio, praticamente eliminando o crescimento de 4,2% registrado nos quatro primeiros meses de 2026.

Para o pesquisador, setembro combina a continuidade do movimento de retração com um quadro mais disseminado de resultados negativos entre os setores industriais.

A produção industrial brasileira de setembro caiu 2,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo o IBGE. A queda interanual foi a mais intensa desde março de 2024, quando o setor havia registrado retração de 2,9%.

O resultado reforça o comportamento predominantemente negativo da indústria desde maio deste ano, informou o IBGE. Nesse período, a produção acumulou perda de 4,1%.

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De agosto para setembro, três das quatro grandes categorias econômicas e 17 dos 25 ramos industriais pesquisados registraram queda. As principais influências negativas vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com recuo de 4,2%, e produtos alimentícios, que caíram 1,7%.

Também contribuíram para o resultado negativo os setores de máquinas e equipamentos (-2,1%), produtos de minerais não metálicos (-2,6%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-3,1%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,2%).

Entre as atividades que cresceram, as indústrias extrativas tiveram a principal contribuição positiva, com alta de 1,7%, interrompendo uma sequência de quatro meses de resultados negativos. Também registraram avanço os segmentos de produtos químicos (1,7%) e produtos do fumo (20,3%).