A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faltaram a uma audiência virtual de conciliação, na Justiça do Distrito Federal, em um processo motivado por falas sobre o Banco de Brasília (BRB).

Segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal, apenas a advogada de Celina participou da sessão. Com a ausência das partes, a tentativa de conciliação terminou sem acordo.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp.

A audiência estava marcada para esta quarta (4). O juiz determinou que a advogada de Celina Leão apresente, em 24 horas, uma justificativa para a ausência da governadora, que é a autora do processo.

O g1 procurou a defesa de Lula e o diretório regional do PT no DF, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A assessoria de Celina Leão disse não ter interesse em comentar o caso.

Embate público sobre o BRB

A ação foi apresentada após um embate público entre Celina e Lula, em setembro, em meio à campanha eleitoral e à crise do Banco de Brasília (BRB).

Na ocasião, o presidente afirmou que o governo federal não iria "dar dinheiro" ao banco e criticou a governadora.

"O BRB comprou títulos que não existiam, R$ 12 bilhões. E agora estão dizendo: 'Presidente, se o senhor não der dinheiro, não vamos poder pagar o Bolsa Família'. Nós não vamos deixar o povo sem dinheiro, mas não vamos dar dinheiro para o BRB", declarou.

Celina rebateu as declarações nas redes sociais. Dias depois, processou o presidente e pediu indenização por danos morais no Tribunal de Justiça do DF.

"Lamento a declaração de um presidente da República que quer quebrar o BRB. Eu pensei que ele fosse presidente do Brasil", criticou Celina.

A governadora apontou que a atitude de Lula seria de um presidente de partido e afirmou ainda que ele "pensa pequeno e partidariamente".

Investigação da Polícia Federal aponta que direção do BRB sabia das fraudes

CRISE DO BRB: Governo do DF pede ao STF inclusão do BRB como vítima no caso Master

BETS: Operação no DF e em 5 estados mira bets que movimentaram milhões com empresas de fachada

Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.