A professora aposentada da Universidade Federal de Goiás (UFG) Elizabeth Caramaschi, de 79 anos, voltou a ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após apresentar complicações durante a recuperação das agressões sofridas no Setor Bueno, em Goiânia. Segundo o filho, Thiago Caramaschi, a idosa chegou a receber alta da UTI na quarta-feira (4) e foi transferida para um quarto de um hospital particular, mas precisou retornar aos cuidados intensivos na madrugada desta quinta-feira (5).
Em entrevista à TV Anhanguera, Thiago explicou que a transferência era muito aguardada pela família, principalmente após a mãe conseguir deixar a ventilação mecânica. No entanto, Elizabeth não passou bem durante a primeira noite no novo hospital, e os médicos decidiram encaminhá-la novamente à UTI para acompanhar a recuperação após a extubação.
“Nós oramos muito para ela poder sair da UTI, para ser extubada. Nessa transferência, ela não passou muito bem na primeira noite no hospital. A equipe médica decidiu voltá-la para a UTI, mas sem intubação, mais para monitorar a recuperação da extubação”, contou Thiago.
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Ao g1, a Defensoria Pública do Estado de Goiás informou que representou Kaio durante a audiência de custódia, em cumprimento ao dever legal e constitucional de garantir assistência jurídica a pessoas que não têm condições de contratar um advogado particular. O órgão afirmou que não comentará o caso.
Apesar do retorno à UTI, o filho relatou que a professora apresenta avanços na recuperação. Elizabeth está internada desde 18 de outubro, quando foi atacada com uma garrafa de vidro quebrada enquanto caminhava pela rua.
Elizabeth Caramaschi, professora aposentada da UFG, voltou à UTI após apresentar complicações durante a recuperação das agressões sofridas em Goiânia
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Professora ainda não consegue falar
Segundo Thiago, Elizabeth já passou pela primeira cirurgia para tratar uma fratura exposta no lado esquerdo do maxilar. No entanto, durante o procedimento, ela apresentou taquicardia, o que levou a equipe médica a adiar as demais intervenções necessárias para reconstruir o rosto.
A professora sofreu fraturas em praticamente todos os ossos da face, além de ferimentos na cabeça e uma perfuração no pulmão. Mesmo após a primeira cirurgia, ela ainda enfrenta limitações importantes e precisará passar por outros procedimentos.
“Ela ainda não consegue falar, não consegue fechar a boca, não consegue abrir os olhos de forma satisfatória, só metade de um dos olhos”, relatou Thiago.
O filho explicou que, embora a família considere a primeira cirurgia e a retirada da ventilação mecânica conquistas importantes, Elizabeth ainda precisa recuperar as condições físicas necessárias para enfrentar as próximas etapas do tratamento.
Acusado de agressão virou réu
O ataque aconteceu no dia 18 de outubro, quando Elizabeth fazia uma caminhada pelo Setor Bueno. Imagens de câmeras de segurança mostram que, antes de agredir a professora, Kaio Kalton de Brito Soares, de 22 anos, perseguiu outro homem, que conseguiu escapar ao entrar na garagem de um prédio.
Na sequência, Kaio correu para a rua e encontrou Elizabeth, que foi derrubada e atingida com golpes de uma garrafa de vidro quebrada. A professora sofreu ferimentos graves e foi socorrida ao Hospital Estadual de Urgências de Goiás (Hugo).
O Ministério Público de Goiás (MPGO) denunciou Kaio por tentativa de homicídio. A Justiça aceitou a denúncia, tornando-o réu no processo. Ele permanece preso.
Segundo a reportagem da TV Anhanguera, o Ministério Público solicitou à Justiça, na terça-feira (3), a realização de um exame de sanidade mental do acusado. O pedido foi feito após a mãe dele relatar, em depoimento, que o filho dizia ouvir vozes e acreditava estar sendo perseguido.
No dia do ataque, Kaio também teria afirmado aos policiais militares que uma voz havia ordenado a agressão e que integrantes de uma facção criminosa o perseguiam. Conforme a reportagem, o laudo do exame deverá ser anexado ao processo no prazo de cinco dias.
A família de Elizabeth espera que o acusado seja responsabilizado pelo ataque e cobra mais segurança nas ruas. Enquanto o processo avança na Justiça, os parentes acompanham a recuperação da professora, que ainda precisa passar por outras cirurgias.
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