A companhia faturou R$ 600 milhões entre janeiro e setembro deste ano, alta de 20% em relação ao mesmo período de 2025, e estima fechar o ano com R$ 800 milhões em receitas.
Hoje, a companhia atende mais de 5,6 mil instituições de saúde, administra 178 mil leitos e apoia, com serviços de tecnologia, a gestão do atendimento de mais de 66 milhões de vidas.
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Segundo o fundador e diretor-presidente da MV, Paulo Magnus, mais de 80% da receita já é recorrente, o que garante previsibilidade ao negócio. Os contratos fechados neste ano devem sustentar parte significativa do faturamento de 2027 e até de 2028.
A companhia conquistou 307 novos clientes este ano e gerou R$ 176 milhões em novas vendas até setembro.
A estratégia de crescimento prevê também ampliar a oferta de serviços a hospitais e clínicas , como gestão financeira, auditoria, operação de convênios e automação de atendimento, aumentando a receita obtida junto à atual base de clientes.
Para alcançar esse objetivo, a empresa não descarta aquisições pontuais para complementar seu portfólio, embora priorize o crescimento orgânico.
“Somos muito conservadores nisso (aquisições), mas se houver alguma empresa que atenda uma área na qual temos pouco marketshare , podemos trazê-la para dentro visando aquela área específica”, disse Magnus ao Broadcast , sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Outra frente é a expansão internacional. Atualmente, as operações no exterior representam entre 5% e 10% da receita, participação que a MV pretende dobrar nos próximos anos.
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Presente em 13 países, a companhia reforçou neste ano sua estrutura comercial internacional, segundo o executivo, com uma diretoria exclusiva e cerca de dez profissionais de vendas.
O foco está nos Estados Unidos e na América Latina, além da manutenção das operações em Angola. “O foco é continuar crescendo nesses países e avaliar oportunidades em outros”, destacou.
Os investimentos em tecnologia também devem contribuir para a expansão, segundo Magnus. A MV aplica normalmente cerca de R$ 80 milhões por ano em pesquisa e desenvolvimento, mas prevê superar R$ 100 milhões em 2026, em um movimento de modernização de suas soluções e incorporação de inteligência artificial.
Entre as apostas estão ferramentas de IA e copilotos médicos, capazes de organizar históricos clínicos e auxiliar profissionais em decisões sobre diagnósticos e tratamentos. A companhia aposta também na interoperabilidade para integrar dados de hospitais, clínicas e laboratórios, ampliando a eficiência operacional dos clientes.

