O helicóptero Águia da Polícia Militar (PM) foi acionado para dar apoio às equipes terrestres, e a perseguição durou cerca de 50 minutos.

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Segundo o tenente Borges, o homem era foragido da Justiça e membro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Um mandado de prisão contra ele foi expedido na quarta-feira (4), e os policiais foram até o endereço do suspeito nesta tarde para cumprir a ordem judicial.

helicóptero Águia da Polícia Militar faz ajuda em busca que pegou homem foragido. (Foto: André Luis Rosa)

Homem foi pego em sobrado

Ao perceber a chegada das equipes, o homem tentou fugir pulando de casa em casa e foi encontrado escondido em um sobrado.

De acordo com o tenente, ele machucou a perna durante a fuga e será levado ao pronto-socorro do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti para atendimento médico.

Depois, a ocorrência será apresentada no 1º Distrito Policial de Campinas. Até a última atualização, não havia informações sobre o estado de saúde ou identificação do homem.

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VOCÊ VIU? Justiça quebra sigilo de processo sobre queda de avião da Voepass e revela mensagens de funcionários antes da tragédia

Documento com mais de 81 mil páginas reúne conversas recuperadas do celular de comissária que morreu no acidente em Vinhedo; em uma delas, ex-mecânico afirmou que aviões ‘só não caíam porque Deus gostava muito deles’

Avião da Voepass caiu em Vinhedo em 9 de agosto de 2024 (Foto: sec. Segurança Pública SP)

A Justiça Federal retirou, nesta quarta-feira (4), o sigilo do processo que apura as responsabilidades pela queda de um avião da Voepass, que matou 62 pessoas em Vinhedo, em agosto de 2024. O documento, com mais de 81 mil páginas, revela conversas entre funcionários da companhia aérea que demonstravam preocupação com as condições das aeronaves antes da tragédia.

Entre os registros está um diálogo de novembro de 2022 entre a comissária de bordo Rúbia Silva de Lima, uma das vítimas do acidente do avião, e o ex-mecânico Alex de Souza Leandro, que está entre os 12 réus no processo.

Na conversa, Alex afirmou que “os aviões só não caíam porque Deus gostava muito deles” . As mensagens foram recuperadas pela perícia no celular de Rúbia, encontrado no local da queda da aeronave.

Para o Ministério Público Federal (MPF), a declaração reforça a tese de que o acidente foi o “desfecho previsível de um processo continuado de omissões deliberadas”.

Avião da Voepass (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

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Mensagens revelam preocupação com condições dos aviões

Além do diálogo com o ex-mecânico, o processo reúne outras conversas recebidas pela comissária antes do acidente.

Em junho de 2024, cerca de dois meses antes da tragédia, uma colega relatou a Rúbia que um voo havia sido realizado sob calor intenso dentro da aeronave.

“Que absurdo, Rubinha, insistir para fazer o voo nesse calor. Avião quente, não tava nada fresco. Nada. Tava quente. Eu fiquei chocada assim, sabe?”, afirmou a profissional.

Na sequência, ela questionou as condições em que os passageiros eram transportados.

“Não. Nada me choca mais. Como tem coragem de colocar pessoas no avião”, completou.

As mensagens fazem parte do conjunto de provas reunidas no processo judicial. O Ministério Público Federal sustenta que houve falhas e omissões anteriores à queda da aeronave.

As responsabilidades dos acusados ainda dependem de julgamento pela Justiça.

LEIA MAIS: PF aponta possível falha da Anac na fiscalização da Voepass antes da queda do avião em Vinhedo

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O que diz a Voepass?

Em nota, a Voepass informou que continuará colaborando com a Justiça e com as autoridades responsáveis pela apuração do acidente.

“A Voepass seguirá colaborando com o Poder Judiciário e com as demais autoridades competentes, fornecendo os documentos e as informações que forem solicitadas ao longo do processo dentro dos autos”, afirmou.

A companhia Voepass também declarou que sempre manteve a segurança operacional como um dos princípios de sua atuação.

“Ao longo de mais de três décadas de atuação na aviação brasileira, a Voepass manteve a segurança operacional como princípio fundamental, com procedimentos de manutenção, operação e treinamento orientados pela regulamentação aeronáutica e por suas diretrizes internas de segurança e conformidade”, informou.

12 pessoas ligadas à Voepass viraram réus (Foto: Reprodução/ EPTV Campinas)

Relembre a tragédia em Vinhedo

O avião da Voepass caiu em uma área residencial de Vinhedo, no interior de São Paulo, em 9 de agosto de 2024.

A aeronave havia decolado de Cascavel (PR) e seguia para o Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, quando caiu.

Todas as 62 pessoas que estavam a bordo morreram , sendo 58 passageiros e quatro tripulantes.

A tragédia mobilizou equipes de resgate e autoridades responsáveis pelas investigações. O processo judicial agora sem sigilo reúne documentos, depoimentos e outras provas utilizadas para apurar as possíveis responsabilidades pelo acidente.

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