O modelo e estilista Rafael Pereira Modesto, de 39 anos, natural de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, foi encontrado morto no apartamento onde morava, em Paris, na França, no sábado (31). Ele estava sem fazer contato com a família desde 23 de outubro.

Os familiares tentam custear o traslado do corpo ao Brasil.

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Segundo a madrasta de Rafael, Juliana Costa, o último contato com o modelo ocorreu no dia 23. Ele tinha o costume de conversar diariamente ou, no máximo, a cada dois dias com a mãe, a irmã e a avó.

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Depois de uma semana sem notícias, a família ficou preocupada e pediu ajuda a uma amiga que também mora na França.

A mulher foi até o apartamento de Rafael para verificar se estava tudo bem, mas não conseguiu contato com ele. Sem resposta, os bombeiros e a polícia francesa foram acionados, arrombaram a porta e encontraram o corpo no interior do apartamento.

A família não havia recebido informações oficiais sobre a causa da morte ou se o corpo apresentava marcas de violência até a última atualização desta reportagem.

"Foi desesperador. A gente ficou sem saber, mandando mensagens, tentando contato com alguém lá que pudesse falar alguma coisa dele e saber onde ele morava. Foi tudo muito difícil", disse Juliana.

Família busca traslado do corpo

Rafael atuava como modelo e estilista

De acordo com a madrasta, os procedimentos para a documentação e o transporte do corpo até o Brasil devem custar aproximadamente R$ 50 mil.

A família busca arrecadar o valor e conseguiu cerca de R$ 9 mil em doações via Pix, mas ainda precisa de ajuda para alcançar o valor necessário. Segundo a madrasta, uma cunhada de Rafael ficou responsável por manter contato com o consulado brasileiro e buscar orientações sobre os procedimentos.

"Nosso objetivo nesse momento é conseguir trazer o corpo dele de volta. A gente queria muito que tivesse um auxílio do governo, nem falo financeiro, mas que fosse lá e ajudasse a resolver, porque é um custo muito alto", afirmou Juliana.

A família espera que Rafael seja velado e enterrado em Uberlândia, cidade onde nasceu e onde vivem os parentes.

O g1 entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) sobre as medidas adotadas em relação ao caso, mas não havia obtido resposta até a última atualização desta reportagem.

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Rafael morava na Europa desde jovem

Rafael deixou o Brasil quando tinha 18 anos. Ao longo dos anos, morou em diferentes lugares da Europa, até se estabelecer em Paris.

Segundo a madrasta, ele trabalhava como modelo e estilista, gostava de moda e tinha o sonho de conhecer o mundo. Ela o descreveu como alguém alegre e muito ligado à família.

Juliana conhecia Rafael havia cerca de 25 anos e acompanhou parte da infância e da adolescência dele.

Mesmo vivendo longe, Rafael mantinha contato frequente com os parentes no Brasil e demonstrava preocupação com a saúde deles.

Família não sabe a causa da morte de modelo

Como funciona o registro de óbito de um brasileiro no exterior?

1. O óbito é registrado na embaixada ou consulado brasileiro

O registro deve ser feito na representação brasileira responsável pelo país onde ocorreu a morte.

A declaração deve ser feita, de preferência, por um familiar, como cônjuge, filho, irmão, mãe ou pai.

Em alguns casos, um representante autorizado, como uma funerária, também pode realizar o procedimento.

2. É preciso apresentar documentos

Entre os principais documentos exigidos estão:

formulário de registro de óbito preenchido;

certidão de óbito emitida pelas autoridades locais;

documento de identidade brasileiro do falecido;

documento de identidade do familiar ou representante que fizer a declaração.

3. O registro é gratuito

A emissão da certidão consular de óbito não tem custo.

4. O documento precisa ser validado no Brasil

Depois de ser emitida pela embaixada ou pelo consulado, a certidão deve ser transcrita em um cartório de registro civil no Brasil para ter validade legal.

Como funciona o translado do corpo para o Brasil?

Além do registro de óbito, também é necessário emitir e legalizar outros documentos, entre eles:

autorização para o transporte internacional do corpo;

certidão de óbito original;

certificado de embalsamamento;

atestado sanitário comprovando que a morte não foi causada por doença contagiosa.

Em casos de doenças infectocontagiosas, o corpo deve ser transportado em uma urna metálica hermeticamente fechada.

🔎Os órgãos onde as certidões, certificados e atestados são emitidos variam conforme o país.

Quem paga pelo translado?

Segundo o Itamaraty, o governo brasileiro não custeia despesas como:

translado do corpo ou das cinzas para o Brasil;

sepultamento no exterior.

Em regra, esses custos são de responsabilidade da família ou de pessoas e instituições que decidam prestar apoio financeiro.

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