Mas será que é assim que alguém consegue imaginar a própria vida acontecendo ali?

Essa pergunta ajuda a entender uma escolha que aparece nos apartamentos decorados de Ginga e Madá, empreendimentos da Vanguard em Londrina. Desenvolvidos em parceria com o escritório paulistano Superlimão, os projetos se afastam daquela imagem quase intocável de apartamento decorado e trazem para a cena sinais de rotina, personalidade e uso.

A ideia não é reproduzir bagunça. É fazer o espaço parecer habitado.

No Ginga, por exemplo, uma chaleira parece pronta para o café, a bolsa e o chapéu sugerem que alguém acabou de chegar da rua, enquanto cacarecos expostos na estante resgatam memórias de viagens.

Detalhes apartamento Ginga.

São pistas pequenas. Mas elas mudam a pergunta feita pelo visitante. Em vez de apenas “essa sala é bonita?”, o projeto tenta provocar outra: “como seria a minha vida aqui?”

Uma casa não funciona como showroom

No decorado de 100 m² do Ginga, trabalho, descanso e convivência dividem o mesmo espaço.

O sofá central organiza a área social, a mesa admite usos diferentes ao longo do dia e a separação entre sala e cozinha acontece por meio de um painel de madeira, sem transformar os ambientes em caixas isoladas. A presença do taco, das texturas e das referências afetivas reforça essa atmosfera.

Um living multifuncional e cheio de histórias.

A proposta é particularmente interessante porque parte de um cotidiano que raramente acontece de forma organizada. O trabalho é interrompido, a criança aparece, alguém começa a preparar o jantar, a mesa muda de função… A casa vai sendo apropriada.

Essa é exatamente a leitura apresentada pelo próprio LOOP Design Awards ao descrever Ginga: “o apartamento de 100 m² foi concebido a partir da dinâmica de uma família, incorporando situações em que trabalho, brincadeira, refeições e convivência se sobrepõem naturalmente.”

Sala de jantar e estar.

É uma mudança pequena de perspectiva, mas bastante significativa: o decorado deixa de apresentar apenas uma composição de interiores e passa a ensaiar uma maneira possível de morar.

Mix de materiais e estampas compõem o quarto do casal.

Madá leva essa imperfeição para outro lugar

Estilo urbano do Madá.

No Madá, a mesma provocação aparece com personalidade diferente. Inspirado na atmosfera urbana da Vila Madalena, em São Paulo, o projeto mistura concreto aparente, instalações expostas, estruturas metálicas, vidro e diferentes texturas.

Mas talvez os elementos mais interessantes sejam justamente os menores. Um copo deixado no braço da poltrona. Café na cozinha. Chaves sobre o aparador. Uma receita ainda pela metade.

Café passado, temperos e bebida na cozinha do Madá.

Não são acessórios colocados apenas para preencher estantes. Juntos, constroem uma personagem invisível. A pessoa não aparece, mas os rastros dela aparecem. E isso aproxima o apartamento do que realmente acontece em uma casa, com espaços acumulando usos, objetos, hábitos e histórias.

Detalhe da pia do banheiro.

A parceria com o Superlimão

Questionar a estética convencional dos decorados também tem relação direta com a parceria entre Vanguard e Superlimão.

No Madá, a Vanguard deu espaço para escolhas pouco frequentes no mercado residencial, como concreto aparente, instalações expostas e estruturas metálicas. O próprio Superlimão define o projeto como um laboratório para experimentar outras possibilidades de morar.

A parceria continuou no Ginga. Ali, porém, a linguagem muda. Saem algumas referências industriais mais evidentes do Madá e entram elementos de memória afetiva brasileira, texturas, peças garimpadas e soluções que aproximam o espaço daquela sensação difícil de projetar: uma casa que parece já ter história.

Ginga e Madá, portanto, não repetem uma fórmula estética. O que se repete é a decisão de criar interiores com identidade própria.

E então veio o reconhecimento internacional

Em 2026, os dois projetos foram reconhecidos pelo LOOP Design Awards - premiação internacional dedicada à arquitetura, interiores, paisagismo, produto e fotografia de arquitetura - na categoria Interior Design / Apartments Design. Ginga recebeu o título de Category Winner, enquanto Madá recebeu Citation Winner.

O reconhecimento, portanto, funciona como chancela de uma ideia que já estava presente nos projetos. Talvez um apartamento decorado não precise esconder a vida para vender a possibilidade de morar bem… Talvez seja justamente o contrário.

Quando o decorado vira espaço de experimentação

Ginga e Madá não são os únicos decorados da Vanguard em Londrina a chamar a atenção do universo do design. O decorado de 97 m² do Summer, no Terra Bonita, assinado pela Bohrer Arquitetos, também recebeu reconhecimento internacional: foi vencedor do DNA Paris Design Awards na categoria Interior Design / House & Residential.

Uma proposta diferente: design e cores se misturam no Summer.

No Summer, a proposta segue outro caminho. Verdes intensos, pontos de laranja e azul, marcenaria colorida e elementos em acrílico dão identidade ao espaço, que também valoriza peças do design brasileiro.

São projetos diferentes, assinados por escritórios diferentes, mas que ajudam a revelar que o apartamento decorado pode ser muito mais interessante quando deixa de tentar agradar todo mundo. São propostas que já nasceram dispostas a experimentar.

Conheça de perto

Ginga, Madá e Summer podem ser visitados na Central de Decorados Vanguard, na Avenida Ayrton Senna, 815, em Londrina. A Central funciona de segunda a sexta, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 12h.

Porque, quando o assunto é um apartamento pensado para a vida real, ver de perto ainda é a melhor maneira de entender a ideia. Para mais informações, o atendimento da Vanguard Londrina também está disponível pelo WhatsApp (43) 3294-1570.