O pesado ônus da dívida nos países mais pobres ameaça comprometer investimentos essenciais nas pessoas. Os empréstimos obtidos junto a credores privados cresceram e a emissão de títulos por entidades públicas subiu quase 35%, chegando a US$ 251 bilhões, esse é o nível mais alto em cinco anos.
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A dívida externa também cresceu rápido entre países considerados vulneráveis. Houve um aumento de 8,1%, alcançando US$ 1,3 trilhão nos países elegíveis a financiamento em condições facilitadas pela IDA (Associação Internacional de Desenvolvimento), do Grupo Banco Mundial.
Muitos governos emitiram novos títulos para recomprar dívidas que estavam vencendo, para amenizar o cronograma de pagamentos, sem reduzir de forma visível o estoque total da dívida .
No início de 2026 os dados indicavam que a demanda por financiamento através de títulos internacionais por países de renda baixa e média ainda é alta, apesar dos custos elevados.
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Entre 2022 e 2025, os países em desenvolvimento gastaram US$ 436 bilhões a mais com dívidas do que receberam em novos empréstimos. A desvalorização do dólar também contribuiu para o aumento do endividamento. Alguns países terminaram 2025 devendo mais, mesmo após realizarem pagamentos.
Em 2025, diversos países enfrentaram dificuldades para obter crédito internacional, pagando juros elevados. As nações de baixa e média renda desembolsaram US$ 1,4 trilhão com dívidas e encargos, mantendo o crescimento desses pagamentos pelo quinto ano consecutivo.

