# Inteligência artificial é testada para identificar até 60 espécies de peixes em tempo real no rio Xingu, no Pará

- Seção: Brasil
- Fonte: G1 (https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2026/11/06/inteligencia-artificial-e-testada-para-identificar-ate-60-especies-de-peixes-em-tempo-real-no-rio-xingu-no-para.ghtml)
- Publicado em: 2026-11-06T08:00:01.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1537877-inteligencia-artificial-e-testada-para-identificar-ate-60-especies-de-peixes-em

> Sistema IA ajuda no monitoramento de peixes no Rio Xingu, em Belo Monte

Um sistema de inteligência artificial começou a ser testado para identificar até 60 espécies de peixes em tempo real no rio Xingu, na região de Altamira, no sudoeste do Pará. A tecnologia utiliza imagens captadas por câmeras submersas na área da usina hidrelétrica de Belo Monte e busca tornar o monitoramento da biodiversidade mais rápido e preciso.

O equipamento está instalado no Sistema de Transposição de Peixes da usina, em Pimental, na área do barramento do rio Xingu. A estrutura possui um canal de 1.200 metros de extensão, construído para permitir a passagem dos peixes durante o período de reprodução.

Uma câmera registra imagens 24 horas por dia, por meio de uma janela de observação instalada abaixo da superfície da água. A proposta é utilizar inteligência artificial para reconhecer automaticamente as espécies que atravessam o local.

Atualmente, a identificação dos peixes ainda depende da análise de biólogos e de amostragens realizadas no rio. Com a nova tecnologia, a expectativa é reduzir o tempo necessário para identificar as espécies e ampliar a coleta de informações sobre a biodiversidade do Xingu.

Mais de 4 milhões de peixes registrados

Segundo a Norte Energia, responsável pela usina de Belo Monte, o sistema de transposição registrou a passagem de mais de 4 milhões de peixes de 168 espécies ao longo de dez anos.

O novo projeto busca aprimorar esse acompanhamento, mas ainda enfrenta desafios técnicos. Um deles é a turbidez da água do Xingu, que reduz a visibilidade das câmeras e exige adaptações no modelo de inteligência artificial responsável pela leitura das imagens.

De acordo com o cientista de dados Polycarpo Neto, do Instituto Atlântico, o sistema precisa ser ajustado às condições do rio para melhorar o reconhecimento das espécies.

A expectativa é que as informações coletadas contribuam para o acompanhamento da biodiversidade e auxiliem na tomada de decisões relacionadas à conservação dos peixes da região.

A Norte Energia não informou quando o sistema entrará em operação definitiva. A tecnologia permanece em fase de testes.

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