# Idoso cego há mais de 35 anos conserta facas e panelas pelo tato no Egito; tudo começou quando um conhecido apareceu com duas facas para consertar

- Seção: Itatiba e Região
- Fonte: Tribuna de Jundiaí (https://tribunadejundiai.com.br/mais/mundo/idoso-cego-ha-mais-de-35-anos-conserta-facas-e-panelas-pelo-tato-no-egito-tudo-comecou-quando-um-conhecido-apareceu-com-duas-facas-para-consertar/)
- Publicado em: 2026-11-06T10:05:41.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1539052-idoso-cego-ha-mais-de-35-anos-conserta-facas-e-panelas-pelo-tato-no-egito-tudo

> Quando a cegueira se consolidou e ficou claro que a madeira e as máquinas da carpintaria já não podiam ser o centro da rotina, As'ad procurou outra forma de gerar renda para a família. Créditos: Reprodução.

Em uma pequena oficina na cidade de Damietta, no norte do Egito, um artesão de mais de 70 anos realiza um trabalho que surpreende até seus clientes mais antigos. Sem enxergar há mais de 35 anos, As&#8217;ad Mohamed conserta facas, panelas e utensílios domésticos utilizando principalmente a sensibilidade das mãos.

Conhecido pelos moradores como mestre As&#8217;ad, ele desenvolveu uma nova profissão depois de perder a visão e precisar abandonar o trabalho de marceneiro.

O detalhe mais curioso é que tudo começou com duas facas levadas por um conhecido. O conserto deu certo, outros clientes apareceram e, atualmente, o idoso dedica até seis horas por dia à atividade.

Idoso perdeu a visão e precisou abandonar a marcenaria

Antes de trabalhar com reparos domésticos, As&#8217;ad era marceneiro e atuava na fabricação de móveis, atividade tradicional em Damietta.

Durante a juventude, começou a enfrentar problemas de visão que se agravaram com o passar dos anos. Mesmo buscando tratamento médico, não conseguiu recuperar a capacidade de enxergar.

Segundo seu relato à Al Jazeera , a perda da visão acabou tornando inviável a continuidade do trabalho com madeira e máquinas de marcenaria.

Diante da necessidade de sustentar a família, ele precisou procurar outra forma de ganhar dinheiro.

Primeiro tentou trabalhar em um pequeno comércio

A mudança de profissão não aconteceu imediatamente. Depois de deixar a marcenaria, As&#8217;ad abriu um pequeno comércio de alimentos e produtos cotidianos.

Essa alternativa permitiu que continuasse trabalhando enquanto procurava uma atividade mais adequada às suas habilidades.

Entretanto, foi no conserto de utensílios domésticos que encontrou uma ocupação com a qual se identificou de verdade.

Há aproximadamente 15 anos, passou a reparar panelas, peças de cobre e pequenos objetos utilizados nas cozinhas da região.

A experiência anterior com ferramentas ajudou nessa transição, embora os materiais e os procedimentos fossem diferentes.

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Duas facas deram início à nova profissão

O ponto de virada aconteceu quando um conhecido procurou As&#8217;ad levando duas facas que precisavam de reparos.

Apesar da deficiência visual, o artesão aceitou o desafio e conseguiu concluir o serviço.

O resultado agradou, e outras pessoas começaram a procurá-lo para resolver problemas semelhantes.

Aos poucos, os pedidos se tornaram mais frequentes, e a oficina ganhou reconhecimento entre moradores de Damietta.

O que começou como uma tentativa acabou se transformando em uma atividade exercida diariamente durante muitos anos.

Clientes se surpreendem com a precisão do trabalho

Segundo a reportagem, algumas pessoas chegam à oficina sem acreditar que o responsável pelos consertos seja um profissional cego.

A desconfiança inicial costuma desaparecer quando observam o resultado dos reparos.

As&#8217;ad utiliza o tato e a experiência acumulada para reconhecer características dos objetos e executar suas tarefas.

Ele próprio considera a atividade uma forma de arte manual, baseada na sensibilidade e no conhecimento adquirido pela prática.

O artesão afirma que passou a gostar mais do trabalho com utensílios do que da profissão anterior.

Como ele consegue trabalhar sem enxergar?

A experiência de As&#8217;ad está relacionada ao desenvolvimento de habilidades táteis e à familiaridade com as ferramentas utilizadas em sua rotina.

Pessoas com deficiência visual podem aprender a reconhecer formas, superfícies e posições de objetos por meio do toque, utilizando estratégias adaptadas às suas necessidades.

Isso não significa que a perda da visão produza automaticamente sentidos extraordinários.

No caso do artesão egípcio, os resultados também dependem de treinamento, repetição e conhecimento prático.

A reportagem não apresenta uma descrição técnica detalhada de cada etapa dos consertos, mas registra a confiança adquirida pelo profissional ao longo dos anos.

Facas e peças de metal provocam ferimentos nas mãos

Apesar da experiência, o trabalho continua oferecendo riscos.

As&#8217;ad admite que

Reportagem completa: https://tribunadejundiai.com.br/mais/mundo/idoso-cego-ha-mais-de-35-anos-conserta-facas-e-panelas-pelo-tato-no-egito-tudo-comecou-quando-um-conhecido-apareceu-com-duas-facas-para-consertar/

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