# Ministério Público denuncia membros de facção criminosa por tráfico e domínio armado na Paraíba

- Seção: Brasil
- Fonte: G1 (https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2026/11/06/ministerio-publico-denuncia-membros-de-faccao-criminosa-por-trafico-e-dominio-armado-na-paraiba.ghtml)
- Publicado em: 2026-11-06T14:00:04.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1542107-ministerio-publico-denuncia-membros-de-faccao-criminosa-por-trafico-e-dominio

> Sede do Ministério Público da Paraíba (MPPB), em João Pessoa

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ofereceu denúncia contra 20 integrantes de uma facção criminosa por tráfico de drogas e domínio territorial armado no Agreste e no Brejo do estado. A denúncia também inclui os crimes de lavagem de dinheiro, extorsão e agiotagem armada, entre 2024 e 2026.

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Os membros da facção atuavam em sete municípios paraibanos, são eles: Campina Grande, Esperança, Areia, Montadas, Areial, Pocinhos e São Sebastião de Lagoa de Roça.

A denúncia é resultado da Operação Cadeia de Comando, a partir de dados extraídos do celular do líder estadual da facção, Naudivânio Ferreira da Silva, morto em confronto com a polícia em Pernambuco.

Além de oferecer a denúncia, o MPPB pede também a condenação dos denunciados; valor mínimo para a reparação dos danos causados; e decretação de perda de todos os bens, valores, armamentos, aparelhos celulares e veículos apreendidos.

Entre os denunciados, cinco já estão presos em unidades prisionais da Paraíba e um, em uma penitenciária de Minas Gerais.

Como atuava a organização criminosa?

De acordo com o MPPB, as provas colhidas revelaram que os denunciados estavam distribuídos em três núcleos operacionais voltados ao tráfico de entorpecentes e ao domínio territorial:

Esperança e municípios adjacentes

Montadas e Areia

Areia e Pocinho

O grupo também tinha um núcleo financeiro responsável pela lavagem de capitais.

A facção criminosa se caracterizava por uma estrutura organizada, com divisão de tarefas, uso de armas de fogo e ordens de lideranças de dentro do sistema penitenciário.

O grupo dominava pontos de vendas de entorpecentes na região e teria movimentado, por meio de pessoas jurídicas de fachada, mais de R$ 34 milhões. Além do domínio armado, a facção submetia integrantes e moradores a punições corporais e ordens de execução determinadas por líderes do grupo.

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