# Dasa (DASA3) dispara 20% após balanço com geração de caixa acima das expectativas

- Seção: Economia
- Fonte: InfoMoney (https://www.infomoney.com.br/mercados/dasa-dasa3-dispara-20-apos-balanco-com-geracao-de-caixa-acima-das-expectativas/)
- Publicado em: 2026-11-06T15:59:18.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1543692-dasa-dasa3-dispara-20-apos-balanco-com-geracao-de-caixa-acima-das-expectativas

> As ações da Dasa ( DASA3 ) disparavam nesta sexta-feira (6), após o balanço do terceiro trimestre de 2026 (3T26). Às 12h30, as ações da companhia subiam 20%, cotadas a R$ 3,54.

O Morgan Stanley avalia que a Dasa apresentou resultados amplamente em linha com o consenso, com lucro líquido e geração de caixa acima das expectativas, mas margens operacionais abaixo das projeções.

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A receita líquida somou R$ 2,41 bilhões, em linha com o consenso, mas 3% abaixo da estimativa do banco. O Ebitda alcançou R$ 640 milhões, 1% acima das expectativas do mercado, embora tenha ficado 10% abaixo da projeção do Morgan Stanley. A margem Ebitda foi de 26,6%, 203 pontos-base inferior ao esperado.

O principal destaque positivo foi o lucro líquido das operações continuadas, de R$ 173 milhões, 56% acima da projeção do Morgan Stanley e 73% superior ao consenso. O resultado foi favorecido por menores despesas financeiras líquidas e receitas com impostos diferidos.

Para o banco, a geração positiva de caixa reforça a perspectiva de redução do endividamento por meio de recursos próprios. Por outro lado, o desempenho operacional abaixo das expectativas exige cautela quanto à sustentabilidade dos lucros recorrentes.

A companhia apresentou resultados marcados pela persistente pressão sobre a rentabilidade e pelo elevado endividamento no terceiro trimestre de 2026 (3T26), segundo avaliação do Goldman Sachs. Embora a dívida líquida tenha recuado de R$ 5,6 bilhões no 2T26 para R$ 5,4 bilhões, a alavancagem caiu apenas de 2,91 para 2,76 vezes, permanecendo em nível considerado restritivo pelo banco.

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A desalavancagem foi limitada pela contração de 2,7 pontos percentuais na margem Ebitda, refletindo um mix menos favorável no segmento de diagnósticos, com maior participação das receitas B2B, além da pressão sobre a rentabilidade da Rede Americas. Para o Goldman Sachs, a situação do balanço continua sendo o principal ponto de atenção da tese de investimento e ofusca o crescimento da receita.

No segmento de diagnósticos, a receita avançou 7,6% na comparação anual, abaixo dos 9,1% registrados no trimestre anterior, mas ainda em ritmo considerado razoável. O desempenho foi impulsionado pelo aumento do volume de exames, pela expansão do segmento premium e pelo crescimento da carteira de clientes laboratoriais. A margem Ebitda ajustada, por sua vez, recuou 0,9 ponto percentual, para 25,6%, pressionada pela maior participação do B2B no mix e por custos de infraestrutura e modernização.

A Rede Americas também apresentou pressão sobre a rentabilidade. A margem Ebitda ficou em 12,5%, mas alcançaria 16,3% sem efeitos não recorrentes de R$ 135 milhões relacionados à revisão de recebíveis e à venda do Hospital Santa Lúcia. A receita bruta cresceu 8,2%, impulsionada principalmente pela expansão de 55,9% da operação de oncologia.

Apesar da geração de fluxo de caixa livre de R$ 289 milhões e da redução da dívida líquida para R$ 2,7 bilhões, a alavancagem da Rede Americas para fins de covenants subiu de 2,9 para 3,36 vezes, aproximando-se do limite contratual de 3,75 vezes.

O Goldman Sachs manteve recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 2,80.

Segundo a XP, a Dasa apresentou mais um trimestre de melhora na geração de caixa, sustentada pelos avanços operacionais e pela dinâmica positiva do capital de giro.

A equipe da XP reitera uma visão construtiva sobre a ação, apoiada pelo refinanciamento dos vencimentos de dívida de 2027 e pelo espaço adicional para melhorias operacionais. Ainda assim, a alavancagem permanece elevada, em 3,5 vezes Dívida Líquida/EBITDA, e um cenário macroeconômico mais fraco ou juros elevados por mais tempo podem pressionar a geração de caixa por meio do aumento das despesas financeiras.

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