# Trump promete apoiar estados que investirem em inteligência artificial

- Seção: Tecnologia
- Fonte: Olhar Digital (https://olhardigital.com.br/2026/11/06/inteligencia-artificial/trump-promete-apoiar-estados-que-investirem-em-inteligencia-artificial/)
- Publicado em: 2026-11-06T16:23:09.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1544589-trump-promete-apoiar-estados-que-investirem-em-inteligencia-artificial

> O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , afirmou nesta sexta-feira (6) que pretende apoiar estados interessados em expandir a inteligência artificial (IA). Em publicação nas redes sociais, classificou a tecnologia como uma fonte de…

A manifestação ocorre após uma onda de vendas de ações de empresas de tecnologia e em meio à preocupação dos investidores com os altos investimentos em IA e possíveis restrições à construção de data centers.

Trump prometeu trabalhar com governos estaduais interessados em apostar na tecnologia e criticou lideranças contrárias à expansão do setor.

&#8220;Como presidente, sou 100% a favor da Superinteligência (SI) e trabalharei com os muitos estados dos EUA que querem se tornar RICOS ao tê-la. Eles são OURO, e só uma liderança tola vai dizer &#8216;NÃO&#8217; às riquezas que ela traz!&#8221;, escreveu.

O presidente não detalhou quais medidas pretende adotar. A declaração também ocorre após a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato, realizadas na terça-feira (3), que ampliou as discussões sobre possíveis regras para o setor.

Investidores demonstraram apreensão com o volume de investimentos exigido e os custos de infraestrutura para operar superinteligências. Imagem criada por inteligência artificial: Dall-E/Olhar Digital

Vitória democrata aumenta preocupação com data centers

O resultado eleitoral acrescentou incertezas aos planos de expansão das empresas de tecnologia. Investidores temem que uma maior resistência à construção de centros de dados dificulte novos projetos nos Estados Unidos.

Essas instalações concentram os equipamentos responsáveis por armazenar e processar grandes volumes de informações. Embora sejam fundamentais para o funcionamento de sistemas de inteligência artificial, enfrentam resistência de comunidades em algumas regiões americanas devido ao consumo elevado de energia e água.

Para Celso Camilo, doutor em inteligência artificial e professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), a vitória democrata não provocou a queda das ações, mas acrescentou um risco a um mercado que já apresentava sinais de fragilidade.

&#8220;A eleição americana não é a causa da queda. Ela foi o gatilho. O mercado de IA já vinha frágil&#8221;, afirma ao g1.

Segundo o especialista, os riscos mais imediatos estão nos estados, onde decisões sobre licenciamento, fornecimento de energia e eventuais moratórias podem afetar a construção de data centers. Ele também aponta possíveis mudanças nos incentivos fiscais.

Camilo ressalta que alterações legislativas relevantes costumam demorar e que o presidente americano mantém o poder de veto. Na avaliação do professor, a reação mais intensa do mercado tende a ser pontual, mas a revisão das expectativas de valorização das empresas ligadas à IA pode continuar.

O alto consumo de energia e água por data centers provoca resistência de comunidades em algumas regiões dos EUA. &#8211; Imagem: Gorodenkoff/Shutterstock

Queda das ações atinge mercados asiáticos

A pressão sobre as empresas de tecnologia também chegou aos mercados asiáticos nesta sexta-feira (6). No Japão, o índice Nikkei caiu 5,96%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 6,02%. Durante o pregão, a queda do índice sul-coreano chegou a 8,55%, levando à suspensão das negociações por 20 minutos.

Entre as fabricantes de chips afetadas, a sul-coreana SK Hynix perdeu 10,4%, e a Samsung Electronics recuou 6,4%. No Japão, a SoftBank caiu cerca de 11%. Já a taiwanesa TSMC fechou em baixa de 4,7%.

Nos Estados Unidos, as perdas também atingiram as maiores empresas de tecnologia. As sete gigantes conhecidas como Magnificent Seven encerraram o pregão em queda. A Tesla recuou 10,8%, a Nvidia perdeu 9,3% e a AMD caiu 17,3%. O índice de semicondutores da Filadélfia registrou baixa de 12,2%.

O desempenho desses mercados também tem reflexos sobre a indústria asiática de tecnologia. A região concentra algumas das principais fabricantes de chips do mundo, fornecedoras de componentes essenciais para o desenvolvimento da inteligência artificial. Uma possível desaceleração dos investimentos em infraestrutura da tecnologia pode afetar diretamente essas companhias.

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