# Governo aprova 18 diretrizes para mapa sobre fim do uso de combustíveis fósseis

- Seção: Economia
- Fonte: InfoMoney (https://www.infomoney.com.br/politica/governo-aprova-18-diretrizes-para-mapa-sobre-fim-do-uso-de-combustiveis-fosseis/)
- Publicado em: 2026-11-06T20:45:10.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1547259-governo-aprova-18-diretrizes-para-mapa-sobre-fim-do-uso-de-combustiveis-fosseis

> O governo federal divulgou, nesta sexta-feira (6),18 diretrizes que devem orientar a construção do mapa do caminho do Brasil para fazer a transição rumo ao fim do uso de combustíveis fósseis.

Entre as diretrizes estão pontos como transição justa como vetor de desenvolvimento; competitividade da economia e preços da energia; impactos na receita pública; subsídios ao setor energético, entre outros.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da 3ª Reunião Extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que aprovou as diretrizes.

&#8220;O que é muito importante é que o Brasil não fala teoricamente, o Brasil apresenta proposta. Proposta de um País que descobriu o pré-sal, de um País que acaba de descobrir possibilidade de muito petróleo na Margem Equatorial, e mesmo assim a gente continua sendo o País que vai levar avante o debate sobre a diminuição até a gente chegar um dia a sonhar não precisar mais de combustível fóssil&#8221;, disse Lula.

Durante a COP30, em Belém, o presidente Lula liderou o pedido para que os países concordassem em apresentar seus mapas do caminho rumo ao fim do uso de combustíveis fósseis. Na época, além de falar publicamente sobre o tema, Lula realizou diversas reuniões bilaterais para tentar destravar a agenda.

Por fim, a medida não entrou na decisão final da COP, mas a presidência da conferência, ocupada pelo Brasil, se comprometeu a apresentar uma contribuição sobre o tema. Os roteiros para a transição energética e o fim do desmatamento foram apresentados no início desta semana pelo presidente da COP30, André Corrêa do Lago.

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O documento aposta na ampliação do financiamento e na assistência técnica, por exemplo, para acelerar a implementação de metas e planos já estabelecidos

De acordo com o governo federal, a meta é concluir o mapa do caminho até a COP32, que ocorrerá no ano que vem na Etiópia. As diretrizes que vão orientar o documento brasileiro são:

1 &#8211; Transição justa como vetor de desenvolvimento

2 &#8211; Vulnerabilidades e resiliência do país

3 &#8211; Metas climáticas nacionais e compromissos internacionais

4 &#8211; Participação social

5 &#8211; Transparência e monitoramento

6 &#8211; Segurança energética e resiliência

7 &#8211; Impactos e capacidades do setor energético

8 &#8211; Harmonização dos mecanismos de financiamento

9 &#8211; Impactos na receita pública

10 &#8211; Competitividade da economia e preços da energia

11 &#8211; Capacitação de mão de obra

12 &#8211; Equidade e redução das desigualdades

13 &#8211; Riscos, incertezas e custos de arrependimento

14 &#8211; Tendências e potencialidades da transição energética

15 &#8211; Diversificação e flexibilidade do setor energético

16 &#8211; Adaptação de infraestruturas

17 &#8211; Áreas estratégicas de pesquisa e inovação

18 &#8211; Alinhamento de subsídios e incentivos do setor energético

Questionada se o fato de o Brasil apresentar apenas um esboço e não o mapa pronto frustra as expectativas da comunidade internacional, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, afirmou que o presidente não havia se comprometido a entregar o documento final nesta COP.

&#8220;É uma meta de longo prazo, complexa e tem que ser tratada com bastante cuidado. O que ficou claro é que o Brasil defende que seja construído um mapa do caminho mundial. Nunca houve compromisso que levaríamos nessa COP já todos os passos para que isso acontecesse&#8221;, disse a ministra.

Sobre o motivo de o mapa da transição energética não ter tido o mesmo ritmo do mapa de reversão do desmatamento, já finalizado, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que é preciso um planejamento seguro. Silveira defendeu ainda a exploração de petróleo na Margem Equatorial como vetor de desenvolvimento.

&#8220;Não há de se falar em velocidade enquanto não definirmos através do planejamento seguro quando vamos ficar livres do combustíveis fósseis. Como o presidente Lula diz, nós temos consciência, tanto temos que sob sua liderança, sob equilíbrio dele conseguimos licenciar a margem equatorial e já começa a nos dar alegria com três poços que vão desenvolver o norte do Brasil , trazer divisas, vamos começar a discutir onde aplicar os recursos da concessão para desenvolver o País com recursos do petróleo, mas continuar avançando na transição energética e cada vez mais&#8221;, argumentou.

A resolução que estabelece as diretrizes determina a criação de um grupo de trabalho interministerial para tocar o trabalho, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), com participação da Casa Civil da Presidência da República, do Ministério da Fazenda e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

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Em dezembro do ano passado, o governo já havia estabelecido um grupo de trabalho para elaborar as diretrizes do mapa. Na época, foi fixado um prazo de 60 dias para a conclusão do trabalho, o que não aconteceu. As diretrizes foram apresentadas somente nesta sexta-feira.

Para a diretora-executiva do Greenpeace Brasil, Carolina Pasquali, as diretrizes ainda precisam de mais detalhamento e é preciso esforço para que o roteiro não se torne apenas &#8220;mais um documento de intenções&#8221;.

&#8220;A publicação das diretrizes para o Mapa do Caminho Nacional para Eliminar a Dependência nos Combustíveis Fósseis é bem-vinda, mas ainda são vagas e não indicam prazos e metas claras para o abandono progressivo dos fósseis&#8221;, afirmou.

Presidente do Instituto Talanoa, Natalie Unterstell afirmou que planejar a transição não pode servir de licença para ampliar a dependência de combustíveis fósseis.

&#8220;Celebramos a resolução do CNPE, ainda que após quase um ano de espera. É positivo que o Brasil chegue à COP31, em Antalya, com esse passo. Mas precisamos ser claros: o governo aprovou diretrizes para fazer um plano, ainda não um plano para reduzir nossa dependência do petróleo. Enquanto o mapa for elaborado, a expansão dos combustíveis fósseis continuará?&#8221;, questionou.

O governo federal aprovou também o mapa do caminho para reverter o desmatamento e a degradação florestal até 2030. O roteiro brasileiro é organizado em quatro eixos:

Conservação e uso sustentável das florestas;

Ações de combate ao desmatamento ilegal e aos incêndios;

Redução da supressão legal de vegetação, acompanhada de instrumentos econômicos.

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