O São Paulo promete uma reformulação no sócio-torcedor em 2027. Nos últimos meses, o clube fechou com a Ticketmaster para assumir a gestão do programa. Agora, quer minimizar problemas atuais e melhorar a experiência da torcida.
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Quem promete novidades é André Marques, diretor de marketing do São Paulo. O profissional, contratado em junho, liderou as negociações com a Ticketmaster, que vai cuidar da gestão de ingressos do Morumbis e do programa de sócios.
No dia 2 de outubro, o São Paulo assinou o contrato, mas precisa esperar seis meses para que o trabalho seja colocado em prática. Esse é o período do aviso prévio da Feng, atual gestora do sócio-torcedor do clube (a empresa, inclusive, contesta a decisão de rescisão em nota oficial).
Nesse período, o São Paulo pretende ouvir torcedores para preparar o novo programa. Enquanto cumpre o aviso prévio com a Feng, o clube tem trabalhado com a Ticketmaster para melhorar as experiências do associado.
– Vamos ouvir os torcedores sobre quais são os pontos que acreditam que precisam de melhoria para a gente evoluir o plano na direção que a torcida precisa. Ele é um plano que teve sucesso e não podemos esquecer o contexto.
– Na verdade, eu acho que a primeira coisa que é muito evidente é que temos uma boa parte da nossa torcida que não vai ao estádio. E o plano não contempla muitos benefícios para esse torcedor que é off-estádio. O que ele ganha sendo sócio-torcedor além de fazer parte do clube? – reflete André Marques.
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André Marques, diretor de marketing do São Paulo
De acordo com o site oficial, o São Paulo possui 41.212 sócios-torcedores ativos. O diretor de marketing entende que a receita para melhorar esse número é aumentar as possibilidades de experiências do torcedor para além de descontos e compra antecipada de ingressos.
– Nem todo sócio vem a todo jogo. Aliás, a maioria dos sócios não vem a todos os jogos. O jogo é a joia da coroa, mas existe toda uma experiência que o São Paulo pode oferecer, de lojas, de produtos, de experiências. Temos que pensar o produto em todas as suas esferas. Para quem ele está indo, quanto custa, que tipo de experiência oferece, se a experiência é legal...
– Temos que fazer produtos que a torcida engaje. Criando produtos que o sócio queira aderir, que esteja próximo, e que também crie experiências para trazer a torcida mais para perto. Hoje, o programa de sócio-torcedor está ancorado num serviço transacional, que é prioridade na compra de ingressos e desconto. Para quem não quer vir ao estádio, este plano não interessa – completou André.
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André Marques, diretor de marketing do São Paulo
O diretor de marketing promete que a experiência será melhor do que a atual, feita por três empresas (uma responsável pelo sócio-torcedor, outra pela facial dos torcedores e outra pela bilheteria).
A partir do ano que vem, a Ticketmaster será responsável por todo o processo de venda de ingressos, incluindo o programa de sócios. Para André Marques, isso vai melhorar a experiência do torcedor.
– Essa simplificação de processo vai diminuir os atritos de integração. São sistemas diferentes que precisam se integrar e isso dá atrito. Muitas vezes isso não flui como esperado. E nada impede de ter atritos com a Ticketmaster, mas essa simplificação torna o assunto mais fácil. Se hoje um sócio-torcedor tem um problema com o resgate de um ingresso, temos que investigar onde está o problema. Quando mudarmos, não tem que investigar. É tudo com a Ticketmaster, que vai ter que resolver.
Pelo contrato de cinco anos, o São Paulo terá recebido da Ticketmaster, até o fim deste mês, R$ 140 milhões: R$ 30 milhões pelo uso do camarote 29A do Morumbis durante cinco anos e R$ 110 milhões como uma espécie de adiantamento de valores que serão arrecadados pela empresa.
O clube precisará devolver os R$ 110 milhões com juros de 1,99% + CDI ao ano.
Outro foco de trabalho do departamento de marketing do São Paulo nos últimos meses foram as lojas SAO, com prioridade para a loja do Morumbis.
André Marques revelou que o clube mudou a operação da SAO. O São Paulo assumiu a gestão para melhorar principalmente a variedade de produtos.
– A loja do Morumbis não tinha sortimento de produto. Não tinha todos os produtos licenciados ali dentro. Víamos que isso estava acontecendo em vários lugares. Entendemos que a marca SAO tem muito espaço para crescer, como qualidade, marca própria, produtos do São Paulo. Toda essa parte de licenciamento, queremos trazer. É uma parte muito importante.
André Marques, diretor de marketing do São Paulo
Até os últimos meses, a gestão das lojas SAO era de responsabilidade de apenas uma empresa. Num movimento contrário ao programa de sócio-torcedores, que o São Paulo buscou concentrar todo o serviço numa única empresa, o clube dividiu os serviços.
– Também era uma operação que era gerida por uma única empresa. A gestão daquela loja (do Morumbis) e da máster franquia de todas as lojas SAO e a produção da marca SAO estavam sob a gestão de uma única empresa, que não estava entregando o que esperávamos. Fatiamos este trabalho – completou.
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