Em entrevista à Rolling Stone , a musicista alemã discutiu o desafio de não apenas aprender o catálogo da banda, mas ser capaz de absorver o estilo de Peart sem soar como uma cópia barata. Segundo Anika, isso significou abandonar parte de sua própria técnica em músicas a exemplo de “Tom Sawyer” .

“Essa canção requer uma levada bem específica para soar boa com Alex [ Lifeson , guitarrista] e Geddy [ Lee , vocalista e baixista]. O que acontece em termos técnicos é factível. Você precisa tornar isso parte do seu DNA. Mas a levada de todas essas partes é bem especial, além de ser difícil, porque precisei abandonar parte da minha própria técnica, que uso na hora de tocar aquelas semicolcheias complicadas.”

Rush com Alex Lifeson, Anika Nilles e Geddy Lee (Foto: Richard Sibbald)

Ajuste de Anika Nilles em “Tom Sawyer”

Nilles explicou mais a fundo a diferença entre a sua técnica e a de Neil nessa canção em particular. Ela normalmente usa o pulso para criar dois sons distintos, enquanto Peart só usava mais o antebraço para fazer um som bem particular. Isso demandou “sacrifícios” pelo bem do material:

“Pra fazer a levada e o som certos, precisei abrir mão disso. Preciso tocar mais no músculo e menos na técnica pra fazer soar certo. E essa é a última música do set na maior parte das noites! Então pensei comigo mesma: ‘Ok, vamos fazer isso. Hora de concentrar’.”

Apreciação por Neil Peart

Apesar disso, a oportunidade de mergulhar de cabeça nas composições deu à alemã uma apreciação renovada pelas contribuições de Peart. Especialmente sua capacidade de injetar musicalidade em toda e qualquer parte de bateria:

“Ele constantemente adicionava coisas às partes da bateria a ponto de você pensar: ‘O que diabos está acontecendo?’ Ele fazia isso em detalhes junto dos vocais. Acho que grande parte disso vem do fato dele escrever as letras, então estava focado nas partes líricas e juntou isso com a percussão, melodicamente. É por isso que não dá para apenas fazer seu estilo nisso. É necessário apreciar e compreender como uma composição musical em sua totalidade.”

Neil Peart, do Rush, em 2007 (Foto: Ethan Miller / Getty Images)

Ainda na entrevista, Nilles reiterou algo que já havia revelado antes. Ela não era uma fã inveterada do Rush antes de receber o convite de Alex Lifeson e Geddy Lee para fazer o teste. Entretanto, após se debruçar sobre o material, ela agora é uma grande admiradora do grupo.

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