Segundo o levantamento, 62% dos entrevistados avaliam que o senador agiu errado. Outros 29% consideram a decisão certa, enquanto 9% não souberam responder.

A pesquisa também perguntou aos entrevistados por que Flávio deixou o país. Para 56%, o senador saiu do Brasil para fugir da Justiça. Outros 35% acreditam que ele viajou para se proteger de uma perseguição política. 2% não concordam com nenhuma das duas opções e 7% não souberam responder.

A avaliação negativa também aparece na percepção sobre o comportamento do senador depois do resultado das eleições. Para 60% dos entrevistados, Flávio se comportou mal diante da derrota. Outros 25% consideram que ele agiu bem, enquanto 9% avaliam que não se comportou nem bem nem mal. 6% não souberam responder.

Flávio deixou o Brasil na noite de 3ª feira (27.out), acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas do casal. A família cruzou a fronteira com a Argentina e seguiu para os Estados Unidos, com uma breve parada no Equador. Chegou a Miami na manhã de 4ª feira (28.out).

O senador viajou depois de ser intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que também havia proibido sua saída do território brasileiro. A medida foi tomada no contexto de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro com empresas de apostas e evasão de divisas envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz.

Em nota depois de chegar aos Estados Unidos, Flávio negou que tenha fugido do país e afirmou que a viagem fazia parte de uma estratégia política para evitar o que classifica como perseguição judicial. “Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”, declarou.