Em 25 de outubro, Flávio perdeu o 2º turno para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nos últimos dias, em entrevistas para veículos de comunicação, tem alegado , sem apresentar provas, que as eleições foram fraudadas.

A rejeição aos questionamentos do senador é praticamente a mesma do que a registrada em 2022. Na ocasião, 61% dos brasileiros rejeitavam as críticas do então presidente Jair Bolsonaro (PL) ao resultado das urnas.

O mesmo levantamento afirma que 62% dos entrevistados avaliam que o senador agiu errado ao fugir do Brasil . Outros 29% consideram a decisão certa, enquanto 9% não souberam responder.

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em todo o território nacional, de 30 de outubro a 2 de novembro de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

Flávio deixou o Brasil na noite de 3ª feira (27.out), acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas do casal. A família cruzou a fronteira com a Argentina e seguiu para os Estados Unidos, com uma breve parada no Equador. Chegou a Miami na manhã de 4ª feira (28.out).

O senador viajou depois de ser intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que também havia proibido sua saída do território brasileiro. A medida foi tomada no contexto de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro com empresas de apostas e evasão de divisas envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz.

Em nota depois de chegar aos Estados Unidos, Flávio negou que tenha fugido do país e afirmou que a viagem fazia parte de uma estratégia política para evitar o que classifica como perseguição judicial. “Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”, declarou.