“Fico imaginando as pessoas que vão para as guerras, levam milhares de jovens para morrer. Ou seja, coloca um jovem num navio, num trem e fala: ‘Vai lutar’. E não dá certeza de que esse jovem vai voltar vivo. Nós aqui estamos fazendo uma guerra contra o retrocesso. Estamos fazendo uma guerra pela educação. Uma guerra que significa paz, uma guerra que significa envolver 600.000 soldados ajudando os estudantes para que a gente garanta a lisura” , declarou.
Lula falou sobre o tema durante visita à sala de monitoramento do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), em Brasília. No local, técnicos acompanham a logística de aplicação do Enem.
O petista estava acompanhado do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do presidente do Inep, Manuel Palacios. Lula fez um agradecimento aos profissionais que trabalham na aplicação do exame.
O presidente também disse ser importante assegurar um diploma universitário.
“Você vê a experiência de uma pessoa que vai procurar uma vaga num local qualquer para trabalhar, uma que tem uma formação, outra que não tem formação. A que tem formação é tratada como se fosse gente, de forma respeitosa. Uma pessoa que não tem formação não é tratada com respeito. Eu já vivi isso na pele muitas vezes. Então, o que eu queria pedir pra vocês é o seguinte: vale a pena” , declarou.
Mais de 5 milhões de candidatos estão inscritos para o Enem 2026, alta de 5% em relação ao ano passado. O número é o maior desde 2021. Neste domingo, os participantes fazem as provas de redação, linguagens, códigos e suas tecnologias e ciências humanas e suas tecnologias.
O exame é realizado em duas etapas, com a 2ª aplicação marcada para o próximo domingo, 15 de novembro. Neste ano, o Enem também passou a integrar o Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), contribuindo para avaliar a qualidade do ensino médio brasileiro. Todos os estudantes da rede pública foram inscritos automaticamente.

