O Corinthians voltou a atrasar parcelas do seu acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Devido aos problemas, o débito do Corinthians em atraso chega a R$ 26 milhões.

O novo atraso é relativo a uma parcela do acordo previdenciário, de cerca de R$ 2 milhões, que deveria ter sido paga no último dia 30, mas não foi. Agora elas se somam às dívidas não previdenciárias, que estão na casa dos R$ 24 milhões em atraso.

A situação gera preocupação no Corinthians. No acordo está previsto que inadimplência pode gerar a rescisão dele, todavia, a procuradoria da Fazenda ainda não se movimentou para isso.

O acordo entre Corinthians e PGFN

O acordo foi fechado em 5 de setembro do ano passado e previa um desconto de 46% sobre a dívida total, que ultrapassava R$ 1,2 bilhão. O clube se comprometeu a pagar R$ 679 milhões em 120 meses. Após pagar as prestações entre fevereiro e maio, passou a atrasar.

Com essa renegociação, o Timão viu o valor passivo total da dívida ser reduzido em R$ 200 milhões pela operação.

O que está em jogo

Se o Corinthians não regularizar a situação, o acordo pode ser revogado. A PGFN também pode executar a garantia oferecida no contrato: o Parque São Jorge, avaliado em mais de R$ 600 milhões, e valores a receber com a Timemania, além de fazer a dívida voltar ao valor original e impedir que o Corinthians faça novos acordos por dois anos.

Em campo, a situação também é complexa; o clube tem três meses de direitos de imagem atrasados, além de pendências relacionadas a premiações.