O assunto escolhido coloca a saúde pública no centro da discussão. Assim, exige que os candidatos desenvolvam uma argumentação sobre a importância do SUS e os obstáculos que dificultam sua valorização como um direito de todos.
Mais de 5 milhões de pessoas estão inscritas no Enem 2026 , de acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em Jundiaí, o número de inscritos confirmados passa de 8 mil.
Como funciona a correção da redação do Enem?
A redação representa uma das etapas mais importantes do exame e corresponde a 20% da pontuação total. A avaliação dos textos partem de cinco competências, cada uma com pontuação de zero a 200 pontos, totalizando até 1.000 pontos.
Os critérios incluem domínio da norma formal da língua portuguesa, compreensão e organização das ideias, capacidade de argumentação, uso de mecanismos linguísticos e elaboração de uma proposta de intervenção.
Para evitar a nota zero, os candidatos precisam respeitar o tema apresentado e escrever mais de sete linhas.
Primeiro dia do Enem 2026 tem 90 questões
Além da redação, os participantes respondem neste domingo (8) a 90 questões objetivas. Estas estão divididas igualmente entre Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias. A aplicação começou às 13h30, no horário de Brasília, e os candidatos têm até as 19h para concluir o exame.
O Enem é uma das principais portas de entrada para o ensino superior brasileiro. A pontuação pode ser utilizada em programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas, e o Programa Universidade para Todos (Prouni), destinado à concessão de bolsas em instituições privadas.
Quais foram os temas das últimas redações do Enem?
Nos últimos anos, a redação abordou diferentes questões sociais. Em 2025, o assunto foi “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”.
Em 2024, os candidatos escreveram sobre os desafios para a valorização da herança africana no Brasil. Já em 2023, o tema tratou da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pelas mulheres.
Em 2022, a proposta abordou a valorização de comunidades e povos tradicionais. Enquanto a edição de 2021 discutiu a invisibilidade e o registro civil como garantia de acesso à cidadania.

