Alunos do 3º ano do ensino médio, eles foram acompanhados pela mãe, Rosiane Teixeira, de 40 anos, até o local de aplicação. Ao g1, ela contou que os filhos estão empolgados para realizar o exame.
Nas últimas semanas, os irmãos participaram de aulões promovidos pela escola e segundo a mãe, as áreas que mais despertam o interesse deles estão ligadas à engenharia.
““Eles gostam muito de mecânica e de computadores. Eu falei para eles que, quando terminarem a escola, podem fazer um curso de TI para se aprimorar no que já fazem”, explica
Rosiane diz que o momento representa uma conquista e uma oportunidade de preparar os filhos para os próximos desafios. A família acredita que a experiência com o Enem pode contribuir não apenas para o ingresso no ensino superior, mas também para a realização de cursos profissionalizantes e a participação em concursos públicos.
“Eu estou muito ansiosa. É a primeira vez que eles estão fazendo a prova, e a gente tentou estudar bastante em casa, juntos. Vamos ver o que vai ser aqui. Que Deus abençoe, que dê tudo certo para eles e para todos os outros que estão aqui para fazer a prova também”, comentou.
João Guilherme falou sobre a expectativa para o primeiro Enem. Ele admitiu que estava bastante nervoso, mas destacou que é importânte de participar do exame, mesmo sem ter definido qual curso pretende seguir.
“A ansiedade é muito alta para fazer a prova, meu deus do céu, é a minha primeira vez fazendo a prova do Enem”, diz João.
Já Pedro Henrique revelou que deseja ingressar no mercado de trabalho e afirmou que a prova representa uma oportunidade para buscar novos caminhos.
"Eu vou conseguir uma chance", destaca Pedro.
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Acessibilidade no Enem 2026
Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) têm direito a atendimento especializado durante o Enem 2026. A previsão está na cartilha do participante com TEA, publicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Segundo o documento, a medida considera as particularidades de cada participante e busca garantir condições de igualdade e acessibilidade durante a realização do exame.
Entre as possibilidades oferecidas estão o acréscimo de 60 minutos em cada dia de prova, auxílio de um profissional para leitura das questões e apoio para transcrição das respostas e da redação.
A cartilha também prevê uma avaliação diferenciada da redação. Nesse caso, são consideradas as particularidades linguísticas de pessoas com TEA na modalidade escrita da língua portuguesa.
Segundo o documento, nessa avaliação podem ser observadas dificuldades na organização das ideias, na interpretação de expressões figuradas, na construção de argumentos e no uso de regras gramaticais. A cartilha destaca que essas características não devem ser automaticamente consideradas falta de capacidade.
O documento ressalta ainda que o autismo se manifesta de diferentes formas e que cada pessoa tem habilidades e necessidades de suporte próprias.
Por isso, os recursos de acessibilidade são definidos conforme as necessidades de cada participante. O objetivo, segundo a cartilha, é proporcionar uma experiência mais inclusiva e uma avaliação justa.
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