Espaço interno maior que o do Omoda 5
O Omoda 4 aproveita a base T1X já conhecida no Brasil, por ser a plataforma dos carros da Caoa Chery , e isso pode favorecer suas dimensões. São 4,42 m de comprimento, 1,86 m de largura, 1,57 m de altura e um generoso entre-eixos de 2,70 m. O porta-malas acomoda 400 litros. Na prática, é um SUV médio que será posicionado como um SUV compacto de entrada no Brasil.
<span class="hidden">–</span> Divulgação/Omoda & Jaecoo
Quando foi revelado, o Omoda 4 foi anunciado com 2,63 m de entre-eixos, o que já representaria uma vantagem de 2 cm frente ao irmão Omoda 5. No entanto, o resultado final é uma vantagem de 9 cm – o O5 tem 2,61 m de entre-eixos. Ele também supera em 5 cm a medida do T-Cross .
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Por fora, o Omoda 4 exibe linhas geométricas bastante marcantes, arranjo luminoso afilado em led e recortes na grade que fogem do lugar comum, lembrando vagamente o Lamborghini Urus. A intenção da fabricante é se aproximar do público jovem. As lanternas traseiras formada por um zig-zag de leds seguem o mesmo estilo do Omoda 7.
Cabine minimalista e partida de caça de combate
A conectividade dita o ritmo da cabine, que centraliza as funções do veículo em duas grandes telas e elimina quase todos os botões físicos, como é praxe nos carros chineses. Atrás do volante, um quadro de instrumentos de 8,8 polegadas exibe as informações de condução, enquanto no centro do painel repousa uma multimídia de 13,2 polegadas que promete aprender os hábitos do motorista e entregar interações cada vez mais personalizadas.
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A manopla do câmbio saiu do console e passou a ser uma alavanca na coluna de direção. O espaço liberado no console central abriga um detalhe inusitado: o botão de partida fica sob uma capa protetora vermelha, que precisa ser levantada. É um detalhe herdado dos aviões de caça que ficou mundialmente famosa a bordo dos Lamborghini. Mais uma vez, uma referência ao Urus.
O espaço traseiro parece bom e há saídas de ar-condicionado traseiras, um recurso cada vez mais requisitado entre os carros compactos.
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Ainda não é possível cravar que todas as versões destinadas ao Brasil contarão com pacote completo de assistência à condução (ADAS) e teto solar panorâmico. Por estratégia, a Omoda&Jaecoo costuma deixar estes itens apenas para as configurações topo de linha dos seus carros.
Híbrido pleno com 224 cv de potência, mas não se anime
O Omoda 4 apresentado até agora na China e na Europa é híbrido pleno (HEV) com motor quatro cilindros 1.5 turbo de 143 cv e dois motores elétricos (um deles apenas gerador), com um total de 224 cv de potência combinada e 30 kgfm de torque. A transmissão atua com marcha única dedicada ao sistema elétrico. Uma pequena bateria de 1,83 kWh capta a energia das frenagens e das desacelerações, permitindo que o SUV rode trechos curtos ou arranque apenas com eletricidade, sem a necessidade de recarga externa.
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Na prática, este é o mesmo conjunto que equipa os Omoda 5 e Jaecoo 5 no Brasil e não faria muito sentido na estratégia do carro por aqui, mesmo com um consumo combinado de 19,0 km/l e até 900 km de alcance com um tanque cheio na Europa.
No Brasil, o Omoda 4 será posicionado entre os SUVs compactos de entrada, onde estão Tera, Pulse e Kardian. A meta da empresa é posicioná-lo entre R$ 130.000 e R$ 150.000, dando uma boa distância em relação ao Omoda 5, que parte de R$ 159.990.
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Para isso ser possível, os carros destinados ao Brasil terão motor três cilindros 1.0 turbo, inclusive com uma versão utilizando um sistema híbrido pleno, uma combinação ainda inédita.
Por conta do volume de vendas esperado para o Omoda 4 no Brasil, a Omoda&Jaecoo se movimenta para ter uma fábrica no país. A empresa negocia a fábrica da Jaguar Land Rover em Itatiaia (RJ) há alguns meses, mas ainda aguarda trâmites burocráticos junto ao governo local.
Omoda 4 DivulgaçãoOmoda & Jaecoo
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