No ensaio realizado em março com a unidade mexicana, uma das portas dianteiras se abriu durante o impacto lateral, evento que acarreta perda de pontos na medição de segurança . Para solucionar o problema, a fabricante japonesa alterou os processos de montagem nas duas plantas fabris.

A auditoria no exemplar brasileiro comprovou a eficácia do ajuste, mantendo a estrutura da porta fechada e preservando a integridade do habitáculo durante a colisão.

Nos índices de proteção, o utilitário esportivo anotou 86,29% de eficiência para ocupantes adultos e 91,66% para crianças. A proteção para pedestres atingiu 72,79%, enquanto o pacote de assistências veiculares alcançou 85,17%. O relatório aponta que a estrutura do Kicks se manteve estável nos impactos frontal e lateral contra o poste.

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Apesar da nota máxima, a unidade fabricada em solo nacional exibiu discrepâncias pontuais em relação ao similar mexicano. A área dos pés recebeu classificação de instabilidade no choque frontal, enquanto a proteção contra o efeito chicote cervical (whiplash) apresentou nível marginal.

Segundo o órgão independente, as variações decorrem de alterações promovidas na fixação e na estrutura interna dos bancos para o mercado local.

A lista de equipamentos do Nissan Kicks conta com seis airbags, controle de estabilidade e pacote ADAS com frenagem autônoma de emergência. Durante as provas na pista, o sistema de frenagem automática urbana obteve pontuação máxima nas simulações de risco. O dispositivo de detecção de pedestres registrou total eficácia em cenários diurnos e atingiu 78% de precisão nos testes com crianças sob baixa iluminação.

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Por outro lado, o SUV compacto não oferece recursos avançados como monitoramento de pontos cegos e assistente ativo de permanência em faixa como itens de série. Essa limitação impediu que o modelo alcançasse percentuais ainda mais elevados no critério de assistências à condução.

Desde janeiro deste ano, o Latin NCAP adotou um novo protocolo para os testes de colisão, válido até dezembro de 2029. Como adiantado por QUATRO RODAS , a pontuação mínima exigida para obter cada estrela foi elevada e terá um segundo aumento a partir de 2028.

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As regras passarão a cobrar percentuais maiores de proteção em todas as áreas, subindo a exigência de ocupante adulto de 80% em 2026 para 85% a partir de 2028, além de tornar mais rigorosos os critérios para crianças, pedestres e eletrônica.

A grande mudança comercial reside na obrigatoriedade de democratizar a segurança. Recursos como controle de estabilidade, alerta de ponto cego e piloto automático tornam-se itens de série compulsórios para a obtenção da nota máxima.

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Adicionalmente, sistemas como frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres deverão equipar pelo menos 70% das vendas totais do carro na região.

As provas também passarão por atualizações severas, incluindo a adoção de um boneco de teste mais moderno para impactos laterais e a introdução de manequins de 10 anos em assentos de elevação. O instituto também passará a pontuar e testar ativamente tecnologias como monitoramento de fadiga do motorista e preparação para bafômetros.