A coligação Brasil Pronto Pra Mais classificou o comportamento da ferramenta como uma “manipulação do debate público” e pediu ao TSE medidas de urgência. Flávio e Lula se enfrentam no 2º turno pelo Planalto no domingo (25.out.2026). Leia a íntegra (PDF – 2 mB).
Para a campanha petista, o problema não é um erro técnico, mas uma interferência que compromete a igualdade de oportunidades entre os candidatos na reta final do pleito.
A petição denuncia o que os advogados chamam de “seletividade algorítmica” : conteúdos e anúncios da campanha de Lula estariam sendo restringidos sem justificativa transparente pela plataforma, ao mesmo tempo em que perfis associados à campanha adversária receberiam volume de entrega desproporcional.
“Por isso, o pedido ao TSE é claro e urgente: não basta apenas que a plataforma cesse essa restrição ilegal, é necessário recompor, em dobro, o alcance que foi indevidamente retirado da campanha e seus apoiadores, para reparar o prejuízo antes do dia da votação” , afirma o documento da coligação.
Diante disso, a coligação pede ao tribunal a concessão de tutela incidental de urgência com três requerimentos: a cessação imediata da restrição aos conteúdos da campanha, a derrubada de perfis inautênticos e a recomposição em dobro do alcance perdido, medida que, segundo a petição, deve ser custeada pela própria Meta para compensar os danos ao debate democrático antes do dia da votação.
FALHAS NA IA
A Meta IA, função de inteligência artificial da empresa disponível no WhatsApp, tem como política bloquear a geração de imagens de campanhas políticas que utilizem os nomes Lula, Luiz, Flávio Bolsonaro e Bolsonaro. No entanto, a ferramenta apresentou uma falha ao liberar o primeiro nome “Flávio” isoladamente.
Em testes realizados pelo Poder360 e confirmados por usuários nas redes sociais, a IA gerou normalmente imagens com os dizeres “Flávio 22” nas cores verde e amarelo. Quando o mesmo pedido foi feito com “Lula 13” , a ferramenta negou: “Não consegui gerar essa imagem com o texto Lula 13” .
Sobre o motivo da recusa, a IA respondeu: “Tive um problema técnico na hora de gerar essa imagem e ela não saiu. Não tenho detalhes do que aconteceu nos bastidores, só sei que a geração falhou aqui”.
O Poder360 procurou a assessoria da Meta para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito do caso. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
A campanha do petista já havia acionado o TSE e a ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) por suspeitas de interferência eleitoral. Para o PT, a plataforma restringiu o alcance de conteúdos favoráveis a Lula e apresentou falhas no impulsionamento de publicações.
Em resposta, a Meta afirmou que problemas técnicos explicam as falhas relatadas pela campanha na distribuição de publicações nas redes sociais. A campanha de Lula contesta a justificativa e afirma que a Meta não apresentou evidências de que as falhas tenham afetado outros candidatos no Brasil. A sigla afirma ainda que a conta de anúncios do presidente foi desativada durante o 1º turno e que publicações registraram interrupções no número de visualizações.
