A proposta alternativa estabelece a remuneração proporcional ao tempo de serviço. Segundo o deputado, o texto não trará previsão de férias, salário mínimo ou outros direitos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

“ Queremos a PEC como alternativa. O que o trabalhador escolher. Não pode ser engessado. Na nossa mentalidade, a melhor relação é horas trabalhadas e recebidas. Somos a favor de votar igual foi na Câmara ”, disse o líder da bancada.

O congressista declarou que a emenda não entrará na votação atual: “ Isso não é discussão para agora. Nossa proposta é dar liberdade, sem ser uma base de mínimo. Hoje é reduzir. Vamos votar a favor igual votamos na Câmara. Acho que ninguém vai votar contra. Vão todos votar a favor ”.

O líder acrescentou que o partido não abrirá mão do projeto: “Revisão não, queremos ampliar as opções. Essa outra PEC não é CLT. Essa outra PEC é opcional ao trabalhador se ele quiser outra modalidade” .

VOTOS NA CÂMARA

Segundo Sóstenes, o partido é favorável a manter a mesma postura adotada na Casa Baixa. Na votação realizada na Câmara dos Deputados, 81 dos 97 deputados do PL votaram a favor da proposta, 9 foram contrários e 7 não participaram da sessão.

A bancada do PL costuma criticar a redução da jornada de trabalho. A mudança de postura na Câmara levou a críticas dos governistas.

No Senado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, criticou a PEC e defendeu a implementação da remuneração por hora trabalhada. O congressista afirmou que a CLT é de 1943 e que o país necessita de uma legislação mais moderna. Flávio mudou de ideia e declarou que votará a favor da redução na votação desta 4ª feira (14.out).