Dos 129,4 mil empregos ligados a esses minerais, 51.714 são ocupados por trabalhadores com mão de obra qualificada. Esse contingente equivale a 23% de todos os empregos da indústria extrativa mineral brasileira.
Já os trabalhadores com ensino superior somam 30.707, o equivalente a 14% do total de postos da indústria extrativa mineral do país.
E os homens predominam nessas atividades: eles respondem por 78% dos empregos relacionados aos minerais críticos e estratégicos, enquanto as mulheres ocupam 22% dos postos.
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Os números fazem parte do Portal de Minerais Críticos e Estratégicos, lançado nesta tarde pela Agência Nacional de Mineração (ANM).
Entre os municípios com maior número de trabalhadores em atividades relacionadas aos MCE estão Parauapebas (PA), com 8.234 empregos; Nova Lima (MG), com 8.218; e Congonhas (MG), com 7.114.
Em 2025, o salário mediano dos trabalhadores com níveis fundamental, médio e superior foi, respectivamente, de R$ 3.218,08, R$ 4.142,24 e R$ 11.856,16.
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Jornal Nacional/ Reprodução
Após uma longa discussão, o governo sancionou, no mês passado, a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que estabelece diretrizes para as etapas de pesquisa, lavra, beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana.
A política considera como críticos os minerais cujo abastecimento está sujeito a riscos capazes de afetar setores essenciais da economia.
Já os estratégicos são aqueles considerados importantes para o desenvolvimento tecnológico e regional, para a balança comercial ou para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
🔍O Brasil ainda não tem uma lista oficial de minerais classificados como críticos e estratégicos. A tarefa ficará a cargo do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), também criado pela política.
Esses minerais têm aplicações em áreas diversas, como transição energética, digitalização, defesa e indústria de alta tecnologia.
Lítio, níquel, cobalto, grafita e manganês são usados em baterias de íon-lítio, por exemplo. Os veículos elétricos, por sua vez, também utilizam minerais como lítio, cobre e níquel, além de terras raras, em sua composição.
A política também prevê instrumentos como:
Fundo Garantidor da Atividade Mineral;
Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos;
Certificado Mineral de Baixo Carbono;
Cadastro nacional de projetos; e
Rede de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e formação profissional.

