Um casal foi agredido após reclamar de som alto durante a madrugada do dia 8 de outubro, em Pouso Alegre. O caso aconteceu na Avenida Antônio Pereira Sobrinho, no bairro São Geraldo. Segundo relato das vítimas à Polícia Militar, o barulho de som automotivo e manobras de carros começou por volta da meia-noite e se intensificou por volta de 0h59.
De acordo com a mulher, que mora em frente a um bar, ela precisava trabalhar às 6h da manhã e saiu de casa para pedir que um grupo de cerca de sete homens diminuísse o volume do som. Segundo a vítima, o pedido foi feito de forma respeitosa, já que ela precisaria acordar poucas horas depois para ir ao trabalho.
Ainda conforme o relato, ela foi recebida com um tapa no rosto. O companheiro tentou intervir para defendê-la, mas acabou sendo espancado pelo grupo. O homem chegou a ser internado no Hospital Samuel Libânio, em Pouso Alegre, mas já recebeu alta.
Casal é agredido após reclamar de som alto durante a madrugada em Pouso Alegre, MG
Por questões de segurança, a identidade da mulher não foi divulgada. Em entrevista, ela relatou os momentos de tensão vividos durante a agressão.
“Pelo amor de Deus, gente. Uma e pouco da manhã, daqui a pouco eu vou acordar para trabalhar. Aí ele deu um tapa no meu rosto. Aí meu marido, nessa hora, ele saiu lá fora para ver. E foi onde ele viu minha bolsa toda cheia de sangue. Ele não entrou pra brigar. Ele olhou pra apartar e falou pro cara: ‘Não, ela não. Ela toma remédio. Ela tem depressão. Tem muito problema. Coração, já teve AVC na cara dela’. Aí os outros foi pra cima dele”, afirmou.
A moradora também disse que se sente insegura para retornar ao local onde mora. Segundo ela, antes mesmo da agressão já havia registrado uma ocorrência por ameaça de morte relacionada aos problemas no entorno do estabelecimento.
Casal é agredido em Pouso Alegre: motivo foi som alto na rua e polícia busca agressores
“Eu não quero voltar pra lá porque eu estou insegura. Porque assim que abriu o bar e começou todo o problema, eu já tinha recebido uma ameaça de morte. Eu fui ameaçada de morte. Fui na polícia, fiz ocorrência. Fui na Polícia Civil e lavrei o boletim de ocorrência e também nada”, declarou.
A Polícia Militar segue realizando o rastreamento dos suspeitos. Segundo o tenente Rafael Miranda, equipes trabalham para localizar o grupo de aproximadamente sete pessoas apontadas como responsáveis pela agressão.
Ainda de acordo com o policial, fotos e vídeos feitos por moradores podem ajudar na identificação dos envolvidos.
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