Na Comex, divisão de metais da Nymex (Bolsa de Nova York), o ouro para dezembro encerrou em queda de 1,66%, a US$ 4.107,90 por onça-troy. Já a prata para o mesmo mês recuou 6,12%, a US$ 55,877 por onça-troy.

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Em análise, o ING avalia que o CPI de setembro reforça a percepção de que o Fed “ainda tem trabalho a fazer” para conter as pressões sobre os preços.

Após os dados, a ferramenta de monitoramento do CME Group chegou a precificar mais cedo uma chance acima de 50% de o banco central dos EUA promover um aperto monetário já na reunião deste mês, o que pressionou o ouro. O metal precioso costuma se beneficiar de taxas de juros mais baixas, já que não rende juros.

A Spartan Capital acrescenta que a commodity metálica foi pressionada pela alta dos rendimentos dos Treasuries e pela valorização do dólar ante pares.

A análise destaca que, entre os fatores que sustentam a alta do dólar, estão os desdobramentos geopolíticos do conflito em curso e a declaração da chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional) de que os planos de crescimento do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent , são insuficientes para conter a disparada dos déficits e o crescente endividamento.

“Ironicamente, essas preocupações oferecem mais um motivo para comprar metais preciosos”, pondera.

O Saxo Bank menciona ainda que o principal nível de resistência do ouro permanece em torno de US$ 4.235, patamar que foi rompido durante a onda de vendas do fim de setembro.

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