A reunião foi anunciada nesta 4ª feira (14.out) pelo líder do PT no Senado e porta-voz da campanha, Camilo Santana, durante entrevista no comitê eleitoral, no Lago Sul, em Brasília. Ele estava acompanhado do secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares.

Segundo Camilo, a campanha também pretende levar a queixa à OEA e à ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados). A iniciativa, afirmou, partiu do presidente Lula.

Nesta 4ª feira (14.out) a campanha se reuniu com representantes de partidos e entidades de defesa da democracia de mais de 12 países. Camilo citou Estados Unidos, Reino Unido, Argentina, Colômbia, Moçambique, Guatemala, Honduras, Uruguai, Venezuela, Chile e Espanha.

Éden afirmou que a manipulação da vontade popular por plataformas digitais não é nova. Citou Nepal, Malásia, Madagascar, México, Colômbia, Honduras e Chile como exemplos anteriores. Disse que o caso brasileiro seria “outro patamar” .

O marqueteiro da campanha, Sidônio Palmeira, ligou a suspeita de interferência aos Estados Unidos. Citou o Brexit como exemplo e disse que a Meta sempre beneficiou a extrema direita.

Camilo falou sobre 2 exemplos sobre a IA da Meta no WhatsApp. Ao pedir uma bandeira de Lula (13), a ferramenta não a mostra, mas exibe a de Flávio Bolsonaro (22). Na busca por “Exército do Lula” , sugere a página da “tropa do Flávio” . O inverso, segundo ele, não acontece.

A campanha afirma ainda que o perfil de Lula ficou por horas sem o botão de repostar e teve falhas nos Stories. Camilo disse que a Meta reconhece falhas técnicas, mas não dá transparência. Segundo ele, o site da campanha recebeu mais de 2.500 relatos com queixas de cidadãos em 3 dias.

Éden afirmou que a campanha move mais de 90 ações no tribunal sobre redes sociais. A principal acusa a Meta de restringir o alcance das postagens de Lula e de não remover contas automatizadas que atacam o presidente. Camilo cobrou que o TSE “endureça a posição” em relação à empresa.

No sábado (10.out), o ministro Marco Aurélio Bellizze deu 48 horas para a Meta apresentar esclarecimentos técnicos. A empresa nega as acusações e diz cumprir as normas eleitorais.

Éden disse que o objetivo não é punir ninguém. “O que a gente quer é eleições limpas e justas” , declarou.

O 2º turno será em 25 de outubro.